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Aqui você encontra vários tipos de textos. São reflexões, introspecções, filosofadas e relatos, tudo sob a luz do mosaico. Desejo inspirar você com a mesma arte que me inspira.

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Wokshop de Mosaico Artístico.

    Na semana que passou participei do Workshop de Mosaico Artístico. O curso foi ministrado pelo professor Marcelo de Melo, de quem fui aluna há cerca de um ano, no workshop de Mosaico Estrutural. Havia muito tempo que eu alimentava uma vontade imensa de participar deste curso e o universo deu suas voltas para isso acontecer.
    Posso dizer que tudo começou antes mesmo do curso, com a escolha dos materiais que eu levaria para o trabalho. Meu ponto de partida foram, na realidade, duas críticas. A primeira é que não desejava usar nenhum material tido como nobre. Não concordo em categorizar trabalhos de acordo com o tipo de material. Não acredito que um trabalho, para ser bom, deva ter materiais caros. O segundo ponto de partida é que não usaria nada comprado. Aí vem minha segunda crítica: fico chocada com a quantidade de coisas usáveis que são jogadas fora todos os dias. Eu caminho sob a bandeira da reutilização, da reciclagem e achei que poderia produzir um bom trabalho com aquilo que o mundo à minha volta chama de lixo, mas que chamo de material de trabalho.
    O workshop aconteceu na Casa Aberta, no bairro Vila Mariana em São Paulo. O início foi teórico, com uma palestra de uma hora de duração, mas que abriu um portal de conhecimento e informação à minha frente. O efeito foi o mesmo de uma bigorna caindo sobre a cabeça, tirando todos os neurônios de lugar para abrir espaço para o novo. Fomos impelidas para uma nova forma de olhar, de pensar e de executar.
Palestra e grupo de alunas. Montagem de fotos: Ana Paula Pestana.
    Ao mesmo senti muita liberdade, pois as novas informações vieram validar meu desejo latente de romper com os elementos da autoridade musiva. Ufa! Eu não estou ficando louca. Existe vida fora da tradição.
   Antes de começarmos a trabalhar encontramos a bancada do ateliê montada sugestivamente dentro do conceito de mosaico artístico. Vejam:
Foto: Marcelo de Melo.
    Neste ponto meu cérebro confirmou a ebulição. Começamos a trabalhar. Meu ponto de partida, como disse antes, foi o tema "Desperdício e Preconceito". À medida em que comecei a manusear meu material entendi que para abordar meu tema passaria obrigatoriamente pela minha trajetória pessoal, partindo do meu início no mosaico.
Segundo dia de curso: as ideias começam a ser concretizadas. Foto: Marcelo de Melo.

     Meus desafios maiores foram trabalhar com o material que escolhi e jamais abandonar a técnica durante a execução. Ok, eu tinha uma narrativa acontecendo na minha mente, mas precisava dos recursos técnicos adequados para contá-la sem perder de vista o escopo que era produzir uma peça artística e não uma peça de artesanato.
    Foram dias intensos, muito produtivos e de grande entrega. Ao final de cada aula eu sempre pensava: "como vou voltar ao mundo normal?"
Início do último dia: concentração para terminar o trabalho. Foto: Valéria Comerlatte.


Trabalho praticamente pronto, recebendo acabamento nas laterais. Foto: Marcelo de Melo.
    A carga horária foi muito bem dimensionada, de forma que todas terminamos nossos trabalhos e ainda tivemos um tempo valioso para conversar sobre nossas obras, contando com a análise individual feita pelo professor Marcelo de Melo.

Certificados entregues. De esquerda para a direita: Iara Valério, Valéria Comerlatte, Professor Marcelo de Melo, Adriana Piacezzi (eu!), Clélia Gravina e Ana Paula Pestana.
    Para mim foi uma experiência muito impactante, de grande imersão e acredito que ainda estou assimilando tudo. Mas tenho a resposta para a minha pergunta: impossível voltar ao mundo normal, à vida cotidiana, depois disso. O "problema" de passar por experiências assim é justamente o fato de ter experimentado tudo aquilo. Agora fica uma busca interna pela mesma sensação, pelo mesmo contentamento, pelo mesmo raciocínio porque eles foram experimentados e não dá para fazer de conta que não existem. Uma vez provados, não tem volta.
    Vejam os trabalhos que foram feitos:
Trabalho de Clélia Gravina que nunca havia trabalhado com mosaico. Sua bagagem artística da formação em Design Gráfico fez a diferença. Não poderia ser melhor a sua estreia no Mosaico.
Trabalho de Iara Valério, que no passado se afastou da sua vocação artística pelas curvas que a vida dá. Mas agora voltou definitivamente, de maneira muito intensa, comprometida e corajosa. Parabéns Iara!
Trabalho de Valéria Comerlatte, pessoa exuberante, apaixonada por ondas do mar, que fundiu neste trabalho suas crenças, sentimentos e superações.
Trabalho de Ana Paula Pestana, experiente professora de Mosaico da Casa Aberta. Ela gosta de executar peças com poucos tipos de materiais mas com forte impacto visual. Eu defino esta peça como suntuosa e, ao vivo, se revela surpreendente a cada ângulo de observação.
Trabalho feito por mim. Extremamente autoral, abusei da repetição para contar a minha história, afinal a vida é uma sucessão de ciclos.
Algo que me encantou demais vendo todas estas obras é observar como são diferentes entre si. Não há qualquer semelhança entre elas. Para mim isto é algo que fala sobre a excelência do professor, que entende e respeita o universo do aluno, intervindo com a finalidade única de garantir que a proposta do curso seja alcançada. Obrigada, Marcelo! Você mudou a minha vida para melhor. Mais uma vez.