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A pequena Helene acaba de ganhar um mosaico.

Se dependesse de mim, da minha vontade, toda criança teria uma plaquinha de mosaico com o seu nome. Nos meus devaneios os pais ficariam muito emocionados de ver o nome que escolheram com tanto amor "impresso" em mosaico a arrumariam um lugarzinho para o enfeite no quarto do bebê. Este bebê só iria tomar consciência do mosaico uns meses mais tarde, quando começasse a distinguir cores. Está acompanhando minha fantasia? Ótimo!

Um pouco mais crescida, a criança iria adorar aquela plaquinha com texturas tão interessantes e cores tão vivas. Iria dar um jeito de levá-la para vários lugares: para a casa da vó, para o jardim na hora de brincar, para a escolinha para mostrar para a professora que tanto gosta e para o interior da barraca quando fosse brincar de acampamento no meio da sala de estar, com um grande lençol fazendo as vezes de tenda.

Dali mais uns anos, o mosaico perderia toda a graça e ficaria esquecido num canto do quarto até a chegada da adolescência. Nessa fase polêmica nosso ex-bebê/ex-criança acharia a placa a coisa mais brega que já viu na sua vida. Sob a ameaça concreta de ser jogado fora, o mosaico seria recolhido pela mãe, que guardaria aquela recordação tão doce de quando aquela pessoa, agora cheia de opiniões, cabia nos seus braços e buscava por eles.

A placa de mosaico passaria ao menos uma década guardado no fundo do armário, sendo visitada apenas umas duas vezes por ocasião daquelas super arrumações que fazemos em armários a cada ano bissexto. A mãe sorriria com os lábios e acariciaria o mosaico embalada na ternura das recordações que ele traria. Então o guardaria novamente.

Chegaria um dia quando um acontecimento marcante (formatura/ ir morar sozinho/ casamento...) faria a plaquinha emergir do mundo das recordações e ela voltaria para as mãos daquele que tem o nome que está escrito ali. Seria um momento de emoção gostosa, onde o jovem adulto lembraria que aquele era um de seus objetos preferidos na infância. Levaria o mosaico consigo na nova fase de sua vida. Ora a plaquinha teria lugar de destaque, ora estaria reclusa ao mundo das recordações mais íntimas. Nesse vai e vem, seria vista em algum momento por alguém da geração seguinte. Uma história de vida seria contada e o mosaico prosseguiria "vivo", fazendo emergir recordações e afetos.

Quem ganha desta vez uma plaquinha é a Helene. Ela tem agora quase seis meses de idade. É filha da Joanna e do Stephan. Pode ser que eles mesmos não gostem da placa e que a Helene nunca venha a saber que um dia ela existiu (dar um presente tem destas coisas...). A mim já não importa, pois a mágica já aconteceu. A pequena Helene com seus olhos azuis tão expressivos já me inspirou com idéias de amor. A ela desejo, sobre todas as coisas, que seja livre. Livre para criar suas próprias fantasias e concretizá-las com inspirações de carinho.

Placa Helene: detalhe das bordas.

Placa Helene: detalhe - miçangas, smalti, pastilhas, milefiori, contas e bolas de vidro.

Placa Helene: o mosaico mede 16cm X 16cm. A escrita do nome foi feita à mão livre. Continuo nesta fase de personalizar o máximo possível.