Olá!

Aqui você encontra vários tipos de textos. São reflexões, introspecções, filosofadas e relatos, tudo sob a luz do mosaico. Desejo inspirar você com a mesma arte que me inspira.

Se quiser conhecer os mosaicos que faço, visite minha fanpage "Lucano Mosaico" no Facebook, onde há fotos de tudo o que já foi feito por mim. :-)

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As lâmpadas, o mosaico e a neve.

Já mencionei aqui que quando nos mudamos para Herrsching eu notei um incremento na minha energia de vida. Berlim é uma cidade in-crí-vel, mas morar lá foi especialmente desafiador pela falta de luz. Aqui no sul essa questão é muito mais amena e meu cérebro percebeu isso rapidamente. O impacto que isso teve no meu trabalho é percebido claramente. Aliás, um passeio pelo álbum de fotos vai contando diversas histórias sobre fases e percepções.

Somos capazes de fazer o que fazemos nas mais variadas situações, mas para que a nossa verdade venha à tona é preciso que algumas condições estejam alinhadas. Por exemplo, semana passada nevou muito por aqui. Na minha caminhada em meio ao cenário branco fiquei observando a neve acumulada pelos lugares. Em todas as superfícies, inclusive nas mais estreitas, havia uma torre de gelo. É fascinante!

Floco por floco, um após o outro, um sobre o outro e esculturas improváveis vão se formando.
Olhando para essas fotos, imagine a paz que precisa existir para que estas frágeis paredes se ergam sobre um galho, um corrimão, uma cerca...O vento não pode ser exagerado, a temperatura deve se manter dentro de determinada faixa e o tipo da neve também influencia. Cumprido todos os requisitos o espetáculo acontece.

No mundo encantado do mosaico, a mágica também funciona dessa maneira. É necessária uma dose de paz (muito mais interna do que externa) para que a criatividade baile, para que as ideias e o vidro sejam lapidados. É necessária paciência para unir os pedaços de uma determinada forma para que surja o todo. É necessário esperar, porque o tempo leva o tempo que o tempo leva. Cabe a nós nos encaixarmos nesse fluxo.

Meus objetos de paz e paciência da vez são dois vasinhos de lâmpada que mais parecem duas jóias preciosas de um tesouro inestimado.











Fazer mosaico é como andar na neve, você dá um passo por vez e anda devagar. Às vezes precisa mudar o percurso para contornar um obstáculo, às vezes precisa voltar uma parte para depois retomar a mesma direção. Chegar ao final da caminhada é bom, mas o percurso é o que há de mais gostoso.

Que tenhamos a paz e a paciência que nossos passos requerem para andarmos no rumo que mais nos atrair, desfrutando do caminho tanto quanto do prazer da chegada.

Até a próxima!
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"Só sei que nada sei"

Já devo ter comentado sobre uma coisa que acho muito interessante: ouvir a percepção de outra pessoa sobre algo que fiz. É como viajar para outro planeta. Quando faço algo passo preciosos momentos de introspeção matutando uma ideia, um pensamento ou um conceito que virá ao mundo moldado pelas minhas limitações, sejam elas materiais, mentais ou espirituais. Ninguém tem acesso a esse significado a não ser que eu diga. Justamente por isso que é muito interessante ouvir a leitura de alguém sobre algo que fiz. Algumas pessoas se aproximam muito das minha motivações e outras acabam por externalizar seu próprio conteúdo a partir do estímulo oferecido por mim. Lembro-me agora de um mosaico contemporâneo que dei o nome de "Manifesto sobre a assimetria" e que alguém viu e disse "esse aqui dos peixes ficou bem legal". Peixes??? Pedi que me mostrasse onde via os peixes na peça que para mim era quase uma obra político-social-existencial. Foi sensacional!!! Raul tinha toda razão quando disse que "cada um de nós é um universo".

Dessa vez eu fui o segundo universo de mim mesma. Estava eu a revestir uma garrafa. Como de costume havia começado pela tampa, escolhi as cores, os materiais...tudo ia bem. Antes de dizer o que vi, mostro aqui como a garrafa ficou depois de pronta:



Até então eu me questionava sobre as tonalidades. Estava achando tudo meio pálido mesmo tendo adicionando espelhos e pastilhas com glitter para dar um "up".





Foi então que vi. Bem ali, me encarando pacificamente, estavam os simpáticos olhos de uma corujinha...




Caí na gargalhada sozinha e tentei me abstrair da ave de rapina até terminar tudo. Mas não teve jeito. Só o que vejo é uma coruja...com um exótico adorno de cabeça. Uma coruja vedete! É aquela velha história: existem coisas que não tem como desver.

Por causa dessa coruja acidental fiquei pensando em quanta coisa não tem volta, em como as experiências, as vivências nos desvelam fatos que remodelam tudo o que pensamos ou sentimos ou supomos. O aprendizado é muito, muito, muito dinâmico. Nossa conclusões definitivas de hoje não resistirão em pé até o próximo retorno de Saturno, sendo muito otimista. É o paradoxo socrático sorrindo para nós e nos ajudando a manter os pés no chão. Só com os pés firmes no chão é que conseguimos caminhar, seja na direção que for.

Um bom ano a todos que, como eu, não sabem de nada. Até a próxima!
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