Olá!

Aqui você encontra vários tipos de textos com reflexões, introspecções, filosofadas e relatos, tudo sob a luz do mosaico. Desejo inspirar você com a mesma arte que me inspira.
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Vaso Lâmpada

Quando passei a reutilizar Lâmpadas queimadas para fazer pequenos vasos, passei a receber diversas doações. Acredito que isso aconteça com a maioria de nós: sermos lembrados e presenteados pelas pessoas próximas com alguma coisa que nos seja útil, fortalecendo e celebrando vínculos. Foi assim que uma belíssima lâmpada redonda veio parar em minhas mãos.

Minha intenção quando faço vasos a partir de lâmpadas é sempre manter a parte da rosca. Para mim isso deixa a peça ainda mais charmosa. Neste trabalho o destino quis diferente. A rosca se soltou do vidro enquanto eu limpava a lâmpada após extrair o filamento. Uma pena! Mas longe de ser um impedimento para prosseguir o projeto.

Fiz um mosaico com muitos detalhes que, em alguns pontos, mais parece um bordado. Na base da lâmpada fixei uma pastilha Cristal de 5cmx5cm que lapidei até ficar redonda. Isso permite que o vaso permaneça em pé sem a necessidade de um suporte. Para o mosaico utilizei pérolas, hematita furta cor, corações de cristal, contas facetadas, pastilhas Cristal lisa e metalizada, canutilhos, miçangas e partes de bijuterias. As linhas horizontais são interrompidas tanto na parte da frente como na de trás por linhas curvas que emolduram peças focais. Isto traz movimento ao aspecto final do vaso. Para acabamento, utilizei rejunte preto que evidenciou as diferentes cores e acentuou o brilho de alguns materiais.

Ao final de 22 horas de trabalho, nasceu uma peça única e original, capaz de dar um toque de vida e beleza extra a uma decoração harmoniosa.








Esta peça está disponível para pronta entrega. Basta clicar em "loja online no Elo7" do lado direito da tela.

Vizinhança, vasos e apego.

 O diagrama é o seguinte: a vizinha, que agora é vizinha minha, tem uma vizinha de quando não era vizinha minha. Passada a fase de reclusão da pandemia a ex-vizinha da agora vizinha minha decidiu festejar o próprio aniversário em grande estilo. Comemorações especiais pedem presentes especiais, certo? Foi então que a vizinha, a minha, me pediu para fazer um presente para a vizinha, que um dia foi dela (parece que uma vez vizinha, sempre vizinha).

Ponderamos juntas o que caberia para a ocasião. Algo marcante, que pudesse estar sempre em uso, ser sempre visto. Então decidimos por um par de lâmpadas-vaso, onde a lâmpada maior media 14 cm de altura e menor, 11cm. Para o estilo me foi dada carta branca. Isso seria a certeza de que o resultado teria um aspecto completamente diverso da estética local, afinal, para que servem os amigos estrangeiros senão para apresentar lampejos de um outro mundo?

Abri a porta de um universo onírico só meu e dali peguei o que precisava. Durante o trabalho fui contemplando meus desejos, cada vez mais, e um apego foi surgindo ali. Um desejo de posse ou de proteção, não sei. Fato é que quando os dois pequenos vasos ficaram prontos fiquei com muita pena de deixá-los ir, pena de irem para um local onde não fossem totalmente compreendidos. Cogitei recusar pagamento e pagar para não entregar. Pareceu racionalmente absurdo, ainda que emocionalmente plausível. Acabei por cumprir o combinado, ficando com a consciência tranquila e o coração ruído. Esta dor vem da percepção que tenho de que eu e os teutões da região que hora habito, temos sensos estéticos diametralmente diferentes. Isto significa que a pessoa presenteada jamais, nem vivendo mil anos, verá ali o mesmo que eu vejo. E isso me parece um desperdício sem propósito. Mas...isso não é problema de ninguém, a não ser meu. Eu que resolva minhas dores na terapia.

Esta é a lâmpada-vaso maior.

A parte lateral.

A parte de baixo.

A lâmpada-vaso menor.

A parte de trás.

A parte de baixo.

A transação foi realizada conforme o combinado. A vizinha, que agora é minha, gostou do que comprou. Resolvi pensar que isto basta e não perguntei se a ex-vizinha, a que foi presenteada, ficou feliz com o presente. Se a resposta fosse negativa, eu sofreria e teria vontade de ir até ela resgatar os vasinhos. Se a resposta fosse positiva, seria insuficiente para diminuir o abismo colossal que abrange nossas visões de mundo.

É...parece que apego e sofrimento caminham lado a lado.

Até a próxima!


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Visite minha página no Facebook para conhecer meu trabalho por completo. Basta clicar AQUI.

A mini garrafa minimalista.

Mais uma vez o delicioso ciclo se repete. Uma garrafa vazia. Uma garrafa cortada em três partes: topo, corpo, base. Corpo revestido de mosaico vira luminária para velas de 7 dias. Topo e base colados viram uma pequena garrafa.

Acho que hoje posso dizer com certeza que a reutilização de materiais me encanta tanto quanto o próprio mosaico. A segunda chance, a sobre-vida, o novo uso falam para mim sobre esperança, sobre cuidar da nossa própria bagunça, sobre pensar o consumo de uma forma um pouco menos egocêntrica, sobre deixar alguma coisa decente para quem está chegando no mundo agora, sobre assumir algumas responsabilidades. Uma reflexão para encontrar viabilidade na vida.

De uma garrafa de vidro incolor, dois mosaicos nasceram: a luminária com a imagem de Nossa Senhora (sobre a qual falei na última postagem - leia AQUI) e a pequena garrafa que mostro hoje. Eu queria de todo jeito usar uns losangos de vidro que já tinha há um bom tempo. Depois escolhi a tampa que achei mais proporcional ao tamanho da garrafa. E daí para frente deixei a coisa correr solta. Das formas de construir um mosaico, essa - de deixar a coisa acontecer, nascer "sozinha"- é sem dúvida a que mais me dá prazer. Há um ponto de partida e o resto vai brotando, mudando de direção inesperadamente e/ou totalmente. Há o risco de dar errado? Sem dúvida. Mas acho muito divertido, fazer o quê? Cada um tem seu barato, não é mesmo?

Vamos à ela...
Delicada, charmosa e incrivelmente sóbria para os meus padrões.

Miçangas de vidro, contas de vidro, pastilhas de vidro e os losangos que foram o ponto de partida.


Anote aí: eu gosto muito, MUITO, de usar gemas de vidro quando faço mosaico em garrafas.

A formação atual da família de mini garrafas. Sempre digo que uma garrafa de mosaico é algo lindo. Mas quando elas estão juntas...aí é paixão.

Olha ela desempenhando na decoração. Não briga com ninguém. Apenas brilha.
Em tempo, as contas de vidro que usei vieram todas de bijuterias que já não eram usadas. Minha mãe vai guardando tudo que não usa mais e quando a gente se encontra ela me dá. Certamente você também tem uma amiga toda trabalhada na bijou que pode te doar o que não usa mais. Bota a criatividade para funcionar, gente boa! E vamos em frente para começar mais um ano com mais consciência, mais empatia e, por favor, mais amor. Até a próxima!

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Vasos de Lâmpada - você precisa fazer um!

Precisa mesmo! Porque ficam lindos, porque são um presente mais que especial e porque reutilizar, além de um dever, é uma delícia.

Depois da minha óbvia epifania de como deixar a lâmpada em pé sem os lindos suportes que o Sr. Walter fazia, passei a desejar com muito mais afinco cada lâmpada queimada do planeta. Como vocês sabem, elas são uma espécie em extinção, pois muito em breve deixarão de ser fabricadas. Então, queridos amigos, esta é uma alegria que está com os dias contados. Se você também pegou gosto pela coisa, espalhe aos quatro ventos que recolhe lâmpadas incandescentes queimadas e pague lá um valor por elas. Tenho certeza que conseguirá coletar várias. Por aqui posso caçá-las nos pontos de coletas que ficam nas perfumarias e nos mercados. De quando em quando estico o pescoção para ver se tem alguma para mim.

Estas que fiz agora são de tamanho normal, então por isso achei que ficaria bem se formassem um par. Escolhi tons de azul, repeti elementos nas duas para que tivesse uma conexão e assim elas saíram...

Esta em tons mais escuros mede 10,50 cm de altura.

Esta em tons mais claros mede 12,50 cm de altura.
Usei pastilhas de vidro comum, pastilhas do tipo cristal, miçangas de vidro, espelhos e estes corações de vidro que são tudo de bom e mais um pouco. Ficaram bem delicadas e a cor azul complementou a cor das flores.

Gosto tanto que tenho vontade de comê-las!!!

Já posso imaginar uma coleção de lâmpadas passando por todas as cores do arco-íris. Seria lindo! Enquanto estou apenas no azul vou misturando as lâmpadas com os outros objetos. Acredito que elas fazem o arremate perfeito, concorda?



Espero ter inspirado alguns de vocês a iniciarem seus próprios projetos.

Boa preparação para o início do Advento para todos e até a próxima!

Para quem está do lado de cá do oceano, visite a minha loja Online hospedada no site Etsy. É só clicar AQUI.

Luminária Estrela.

A vontade era matar a saudade de montar uma luminária para velas que trouxesse cores. Outra vontade era reutilizar o máximo possível de materiais. Aliás, cada dia mais sinto que meu caminho vai nesta direção. Esse pensamento fica martelando na minha cabeça e quando reutilizo qualquer coisa, tem uma voz lá dentro que diz "é isso aí!!!!", cada vez mais alto e mais claro. Acho que por isso sempre vou insistir nesse assunto. O mundo é um só, minha gente. Não dá para seguir adiante como se não fosse. Então vamos abrir nossas mentes para aquilo que é diferente do que conhecemos. Vamos assumir responsabilidades ao fazer escolhas. Temos um poder enorme nas mãos.

Voltando à luminária, ela tem 80% de material reutilizado - vidro. Há vidro de garrafas (verde, azul e marrom) e vidros de frascos diversos que foram pintados com verniz vitral. Eu gosto de misturar vidros de diferentes espessuras porque ma agrada a textura que trazem para peça.

Em algum momento lá atrás, fiz umas luminárias com o revestimento "vazado" (veja aqui e aqui) e quis fazer  assim novamente. Desta vez uma estrela. Também adicionei umas miçangas e acho que em algum momento quero fundir o visual das garrafas revestidas de mosaico às luminárias. Veremos quais cenas o futuro nos trará...

Uma coisa que acontece com freqüência comigo é ter uma música na cabeça. Quando faço mosaico, geralmente o disco fica riscado e uma única música se repete até que tudo esteja concluído. Freud, meu querido, será que o Sr. poderia ajudar com isso? Enfim, a música que acompanhou a gestação e o nascimento desta luminária foi "Noite do meu bem". Então vou juntar as duas coisas para que você se transporte um pouco para o meu mundo. Lá vai:

"Hoje eu quero a rosa mais linda que houver e a primeira estrela que vier para enfeitar a noite do meu bem.
Hoje eu quero paz de criança dormindo e abandono de flores se abrindo para enfeitar a noite do meu bem."

"Quero a alegria de um barco voltando, quero ternura de mãos se encontrando para enfeitar a noite do meu bem.
Ah, eu quero amor, o amor mais profundo, eu quero toda a beleza do mundo para enfeitar a noite do meu bem."

"Quero a alegria de uma barco voltando, quero ternura de mãos se encontrando para enfeitar a noite do meu bem.
Ah, como esse bem demorou a chegar!
Eu já nem sei se terei no olhar toda a pureza que quero lhe dar".
Se você não faz nem ideia de que música é essa, clique aqui para ouvi-la na voz de Dolores Duran.

Nesta última foto, a Luminária Estrela faz pose ao lado de suas irmãs mais velhas que também têm muito vidro reutilizado. Como você pode ver, a vida no vale da reutilização é só amor.

A Sardinha Mutante.

Na última viagem a Portugal fiquei impressionada como o Porto mudou. Graças à Ryanair, e outras empresas que operam no mesmo estilo, a cidade do Porto passou a ser ponto de chegada e partida de vôos muito baratos. O resultado foi um ótimo fluxo de turistas da Europa que passaram a entrar em Portugal pelo Porto. Na sequência disso, a cidade tornou-se efervescente, melhorou horrores a infra para os turistas e adquiriu aquele apaixonante ar de cidade cosmopolita.

Foi neste contexto que o artesanato local, visando cativar a pluralidade dos novos visitantes, se reinventou. Você pode encontrar cerâmicas tradicionais e também a "versão atualizada". Muito interessante de se ver. Um dos motivos que vemos estampados em tudo que é tipo de produto, além do galo de Barcelos, são as sardinhas. Elas aparecem sempre com muito bom humor e originalidade e, se eu não tivesse uma passagem da Ryanair, teria comprado alguma sardinha de recordação. Mas como não era esse o caso, me servi da empolgação recém adquirida para fazer minha própria sardinha. Como as novas sardinhas de Portugal são tudo, menos tradicionais, fui também por esse caminho e mandei a literalidade (de quem nunca fui muito amiga) passear em outras bandas. Para compor meu mosaico escolhi cerâmica, pastilhas de vidro e tampas de garrafa. Sim, uma vez mais reafirmo minha predileção pelas tampinhas daqui.


Elas não são simplesmente o máximo? São ricas nas cores, nos desenhos e estão por toda parte. Em Berlim há muitas "spätkauf", que são lojinhas de conveniência que ficam abertas até mais tarde. Entenda que uma grande necessidade do berlinense não é comprar shampoo ou Miojo na loja de conveniência. O que ele precisa mesmo é de cerveja, então este é o principal produto dessas lojas. O resultado: tampinhas de garrafa por todos os lados. Também dá para pegar muitas tampinhas nas próprias lojas. Aqui pertinho tem um restaurante que forrou suas mesas com as tampinhas das bebidas que vendeu, ou seja, tem mais gente apaixonada pelas ditas cujas.

Para minha sardinha, "abri" as tampinhas usando um pequeno martelo e com elas fiz as escamas. Mais uma tampinha aqui e outra ali para os detalhes. Ainda que não tenha saído do lugar comum, sinto uma alegria tremenda quando consigo fazer um trabalho bacana reutilizando qualquer coisa que seja. É uma questão minha mesmo. Eu já fui aquela pessoa para a qual o único significado de beleza no mosaico era traduzido pelo smalti. Aos poucos mudei meu modo de pensar. Continuo achando o smalti lindo, mas também acho que o mundo é muito amplo e seria um grande pecado limitar as escolhas a um único material, por mais tradicional que ele seja. Sem falar que nosso amado planetinha fica bem contentinho quando você reutiliza alguma coisa. Só vejo vantagens.


Clique sobre as fotos para vê-las em tamanho maior.

Já usei tampinhas outras vezes (veja aqui, aqui e aqui) e a cada novo mosaico com elas tenho uma ideia para o próximo.

Se você não se sente tão confiante para usar outros materiais para seus mosaicos, há um livro chamado "Making Mosaics with Found Objects", da autora Mara Wallach (foto abaixo). No livro há vários projetos de mosaicos que incorporam objetos dos mais variados que você pode achar no fundo daquela gaveta que não é arrumada há décadas. Tudo vale. Tudo pode. Uma coisa eu garanto, se você ousar incluir uma moeda que seja no seu próximo trabalho, nunca mais vai olhar uma caçamba com os mesmos olhos. Sem falar nos bazares da pechincha que guardam tesouros! Está vendo como o mundo é vasto?

Livro para quem precisa desmistificar o uso de outros materiais na composição do mosaico.

Nova Luminária para Velas.


Esta é a mais recente luminária para velas. Traz os tons do outono e muita reutilização de materiais. A base de madeira, o cilindro de vidro e os vidros transparentes são puro upcycling e cumprem muito bem sua funções. Vamos transformar!!! A eles adicionei vidro colorido, pastilhas douradas, pastilhas fios de ouro e cristais. O resultado final foi uma luminária única com estilo folk.

Luminária para velas rechau composta por duas peças.

As luminárias são peças coringa na decoração e tornam quaisquer momentos, do mais descontraído e espontâneo ao mais formal, em ocasiões especiais e acolhedoras.

Mistuire estilos e combine cores. Autenticidade sempre funciona.

Depois que o sol se por, acenda velas e crie uma atmosfera totalmente nova.

O vidro transparente permite aproveitar o máximo da luz da vela.

Esta luminária está disponível para venda na loja virtual de Lucano Mosaico no site Etsy. Acesse por AQUI. Lá você também pode encontrar estas outras luminárias e muitos mais!


Luminária para velas com pedras naturais.
Luminária para velas feita com vidro de garrafas!
Luminária com reutilização de vidro na base e no revestimento :-)
Porta-velas Contemporâneo com pastilhas de vidro, vidro pintado, vidro de garrafa e mármore.

Uma vaso para o pé de gengibre.

Sabe aquelas pessoas que preferem tomar um chá a tomar um remédio? Sou dessas! Acho mesmo que os alimentos são o melhor remédio. Para dores de garganta e resfriados o gengibre é meu medicamento preferido. Um chá bem forte, como se fosse um quentão (mas sem pinga, pelo amor de Deus!), resolve o problema por milagre. Por isso sempre há um gengibre por aqui. Só que um coitado ficou na fruteira tempos e tempos e tempos, ignorado pela falta de necessidade do poderoso chá. O pobrezinho começou a murchar, resignado, e um dia reparei que estava soltando um brotinho. Foi promovido a um pequeno vaso, apenas deitado sobre a terra caso quisesse soltar raízes. E ele quis! O brotinho foi alçando vôo em direção aos céus e um novo broto veio vindo do outro lado. Bom, o gengibre foi muito claro na sua mensagem: quer continuar se transformando. Já que é assim, merece o que de mais definitivo eu poderia providenciar para um ambiente de apartamento: um vaso. Em casa de mosaicista nada passa impune a uma cola e uns cacos. Não vi porque fugir à regra. Mas antes fui pesquisar como era,a final, um pé de gengibre.Achei isso aqui:


E, já feliz com os dias nos quais seremos autossuficientes em gengibre nesta casa, lancei mãos-à-obra. Escolhi as pastilhas...e as tampinhas de garrafa. Sim, eu gosto delas. São coloridas, divertidas, estão por toda parte e não vejo motivo para não usá-las. Achei que as tampinhas de Club-Mate (um chá mate gaseificado) combinariam bem. Dessa vez dei umas marteladas nas tampinhas para achatá-las, nivelando mais ou menos com as pastilhas.



Plantei o gengibre e o danado se empolgou, se espichou e soltou folhinhas...até que a Antônia simpatizou com os brotinhos e mastigou as folhas novinhas :-(


Agora já não sei se o gengibre vai conseguir vingar com tamanho assédio. Talvez meus planos de formar o império do gengibre tenham que ser adiados. Por enquanto fico no mosaico mesmo.



Atualização de julho de 2016: veja como o gengibre cresceu!!! O primeiro broto não vingou, mas o segundo foi em frente e já olha a rua do segundo vidro. Além disso, a cúrcuma que estava toda tímida também está feliz da vida. É ela que você pode ver em primeiro plano. O gengibre é o que está preso à haste. Ainda que a Antônia tenha investido mais algumas vezes contra os brotos, parece que agora deu uma sossegada já que está menos ergonômico.


Corações para todos os lados!


Sim, os corações tem marcado presença na últimas produções. Nem tento evitar. Corações sempre nos remetem a muito amor e carinho. Não consigo pensar em referência melhor para trabalhar.

Junto com os corações está a reutilização de materiais. Já falei e repito: adoro reutilizar, transformar, dar segunda vida. Como uma pessoa que produz coisas acho que tenho a obrigação de pensar sobre isso.

Primeiro fiz um pequeno vaso. Ele nasceu de uma garrafa. Usei pastilhas de vidro e pastilhas de madrepérola. O coração de vidro comprei em Innsbruck de um artesão de vidros que faz coisas apaixonantes!!!

Optei por cores claras para que o maior destaque fique mesmo com as flores, cujos caules terminam em mosaico.

Simplesmente adoro fazer fotos de contexto. Elas ilustram com perfeição como o mosaico de insere na decoração de forma poética.

A outra peça foi uma pequena luminária para velas. Ganhei o potinho de vidro de uma amiga justamente para essa finalidade. É um pote do tamanho de um copo que é vendido com uma sobremesa dentro. Revesti com restinhos de pastilhas de todo tipo, inclusive retalhos de espelho. O coração aqui foi delimitado com millefiori, outra paixão da minha vida. Na base, bolinhas de gude. Ninguém fica sério diante de bolinhas de gude!

Desde que comecei esta lanterna decidi que o rejunte seria laranja (bem diferente do cinza grafite que normalmente uso). O resultado foi vibrante!!! :-)

O mosaico completa, o mosaico transforma.
Espero poder inspirar outras pessoas a transformarem objetos que não teriam mais utilidade em novas peças. As possibilidades são infintas!

Porta velas feitos com potes de patê.

Quando nos dispomos a reutilizar coisas, nosso olhar muda. Todos os objetos passam a ter um novo significado e já podemos enxergar utilidades adicionais para aquilo que, teoricamente, já chegou ao fim. Os recipientes de vidro são um ótimo material para reutilizar já que vidro dura para sempre. Nos potes que tem tampas dá para guardar o que você quiser: botões, clipes, acessórios de cabelo, bijouterias...e se o pote for de um tamanho bom, que tal guardar café, açúcar, sal, saquinhos de chá, grãos, temperos?

Quando os potes não tem tampa, podem funcionar como divisórias organizadoras dentro de uma gaveta. A minha forma predileta é reutilizar este tipo de potes como porta velas. Aqui em Berlim as velas são muito populares e sempre vejo improvisações de porta velas pelas mesas. Uma das aneiras mais comuns é colocar a vela dentro de um potinho de vidro e colocar este potinho de vidro dentro de um saquinho de papel, como os saquinhos para pipoca. Funciona muito bem no visual da mesa. É claro que eu sinto falta de acrescentar cor, então aqui vai a minha sugestão. Para ela usei potinhos de patê. Eles têm um tamanho perfeito para enfeitar mesas ou janelas. Para revesti-los use o que o seu coração mandar...desde que possa ser colado com silicone de uso geral (dica: plástico não adere ao silicone). Eu usei restos de pastilhas de vidro, vidro de garrafa e espelhinhos. Depois que o silicone estiver seco, aplique o rejunte.

As peças feitas artesanalmente carregam uma energia muito especial. Talvez por serem únicas, talvez por trazerem consigo o afeto e a atenção de quem os fez. O fato é que ela tem mesmo esta capacidade de enfeitar transformando, de enfeitar transmitindo uma mensagem. Mas atenção! Pode ser que você não queira mais parar de usar a sua criatividade para reutilizar coisas e este é um caminho sem volta. Pense duas vezes antes de começar a melhorar o mundo. Isto vicia!





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Estes porta velas estão disponíveis para compra na Loja Online no site Etsy. Acesse AQUI.

Cúpula para luminária - uma pequena história de reutilização.

Conheça Antônia, este ser amável e tímido que tem por hábito esfregar-se em tudo quando quer nos dizer alguma coisa.
Antônia em seu momento "por favor não me incomode, estou ocupada com coisas importantes."
Tempos atrás Antônia veio me receber ronronante e logo subiu à sapateira para me contar as novidades. Enquanto eu trocava os tênis pelos chinelos, o esfrega-esfrega começou. No meio de tanto amor estava uma luminária para velas. Em menos de 0,5 segundo a luminária tombou e sua cúpula espatifou-se. Colar os pedaços e manter as marcas da vida? Impossível! Ainda hoje encontro caquinhos daquele dia. O que você faz com uma luminária sem cúpula?
Responda: o que você faz com uma luminária sem cúpula?
Sou um ser que cultiva culpas diversas. Assim, jogar fora não é uma opção. Já podia ver esta luminária boiando numa ilha de lixo no oceano. Não, não, não! Nosso planetinha não aguenta mais isso e eu não conseguiria me olhar no espelho depois de uma atitude dessas. Aí coloquei meu pataco de bosta, ao qual chamo de cérebro, para trabalhar e juntos achamos perdida na estante uma parte de uma garrafa de suco de uva.
Hum...será?
Vamos ver se encaixa?
Oh!
Como dizem os portugueses, achei que resultaria bem. Seria apenas escolher materiais que "conversassem" com a estética desta base - redondo com redondo, laranja com laranja, verde com verde - entende o que digo? Pois bem, escolhi gemas de vidro, pedacinho de vidro e uns espelhinhos, porque tem que ter alguma coisa que brilhe sempre. Senão a gente fica desmotivada...

Muitas gemas, algum silicone e um punhado de rejunte depois, ei-la!
Resulta bem? Para mim resulta!
Toda vez que consigo ter êxito num processo de reutilizar alguma coisa (ou "upcycling" para ser chique/cool), me sinto uma pessoa incrível. Uma coisa que não vai para o lixo para mim é motivo de alegria imensa. O médico falou que não tem o que fazer quanto a isso. Sou assim mesmo. Aceite.
Minha "nova" luminária divando no outono.

Minha "nova" luminária divando com sua luz própria.
Aí você pergunta: isso é mosaico? Eu respondo: Ãh...não. Não exatamente. O princípio é o mesmo, mas a concepção é outra. Como irmãos só por parte de mãe. Mas para quem quer tentar algo novo, impedir que o planeta piore mais, exercitar a criatividade, ocupar-se com algo bom, treinar um olhar diferente para tudo que está à sua volta, etc. acho os projetos de reutilização simplesmente perfeitos. Espero que você experimente algo novo.
Até a próxima!