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"This little light of mine"

    Esta é a história das luminária para velas de sete dias. Por trás de uma ideia existe algo maior e mais profundo, uma crença, uma filosofia talvez.
    Após o nascimento das primeiras luminárias o olhar para tudo que fosse de vidro tomou novas proporções. O gosto da novidade, a empolgação e o encantamento me faziam ter vontade de revestir tudo que fosse transparente para poder brincar com a luz. Era comum gastar um bom tempo nas lojas de R$1,99 imaginando se tal pote resultaria em algo viável ou não. Numa destas vezes comprei o recipiente padrão para velas de 7 dias, aquele que tem a base de metal (não sei qual) onde você coloca a vela e um cilindro de vidro para posicionar por cima. Diga-se de passagem acho aquilo uma coisa tosca e horrenda. O material é ruim, o acabamento é pior ainda e o visual é pobre. Mas foram estas faltas de qualidade que incentivaram minha compra. Acontece que a cabeça aqui não se aguenta no lugar por mais de dez minutos e mergulhei na questão de porque aquilo era tão feio, justo uma peça que estava relacionada ao exercício da fé. Achei uma contradição pois acredito que a beleza nos aproxima um tanto assim de Deus e que simplicidade e despojamento não significam precariedade. Acho ainda que isso é uma espécie de consenso, pois se não fosse os mosteiros e templos não seriam lugares tão belos e sublimes, onde você sempre sai com a sensação de que ali é muito mais fácil ter fé.
    Com esta convicção tinindo, comecei a trabalhar a peça. O resultado ficou ok.

   Mas por hora havia desistido pois o tal porta-velas do R$1,99 era mesmo de lascar, muito torto e não adiantava colocar o revestimento que fosse numa coisa que não ajudava.
    Para minha alegria, minha irmã e parceira criativa (no sentido mais amplo possível do termo) viabilizou os vidros coloridos, pintados artesanalmente. Não eram vidros novos, mas sim reutilizados, ou seja, garrafas e potes eram cortados e então pintados. Por serem mais transparentes do que as pastilhas, a projeção de luz colorida é mais marcante e a sustentabilidade do material não deixou dúvidas de que era hora de tentar de novo. O resultado foi este:

    O princípio é o mesmo: uma base e um cilindro. Só que aqui tudo é reutilizado - a madeira da base, o cilindro, que é uma garrafa cortada e o revestimento de diversos tipos de vidro cortados e coloridos. Agora sim estava tudo alinhado com o que eu sentia. A aceitação foi boa e outras vieram na sequência, com uma diferença aqui e outra ali.




   Mas aí, já acostumada com isso passei a achar que este formato estava austero de mais e que a peça precisava de mais vida. Então nasceu a versão 2013:

   Todas as cores do arco-íris continuam ali, mas misturadas em arabescos. E quem não concordar que luz colorida eleva o espírito, que assopre a primeira vela.

   Por falar em luz e cores, segue o resultado final das luminárias mostradas aqui no último texto. Mostrei as cúpulas e o casal de clientes confeccionaria as bases. Assim fizeram e eu amei o resultado final:
    Para embalar toda esta conversa, sugiro uma trilha sonora para todo mundo ficar brilhando!
http://youtu.be/ZZ6SAryPyQk





2 comentários:

  1. Adriana,corro quando recebo um sinal teu. Estou presente, mas não assediante. Quero muito, muito que estejas bem, que te sintas melhor.
    Vejo-te produzindo, empolgada, maravilhas. É bom, é excelente indício. Amo o teu trabalho. Admiro-te como mulher, como artista. Recebe o meu abraço.

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  2. Que bom sentir que me acompanhas. Tão bom ter a tua atenção.
    Ainda assim, a Páscoa é menos invasiva que o Natal.
    Beijo, querida.

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