Olá!

Aqui você encontra vários tipos de textos. São reflexões, introspecções, filosofadas e relatos, tudo sob a luz do mosaico. Desejo inspirar você com a mesma arte que me inspira.

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Nova Luminária para Velas.


Esta é a mais recente luminária para velas. Traz os tons do outono e muita reutilização de materiais. A base de madeira, o cilindro de vidro e os vidros transparentes são puro upcycling e cumprem muito bem sua funções. Vamos transformar!!! A eles adicionei vidro colorido, pastilhas douradas, pastilhas fios de ouro e cristais. O resultado final foi uma luminária única com estilo folk.

Luminária para velas rechau composta por duas peças.

As luminárias são peças coringa na decoração e tornam quaisquer momentos, do mais descontraído e espontâneo ao mais formal, em ocasiões especiais e acolhedoras.

Mistuire estilos e combine cores. Autenticidade sempre funciona.

Depois que o sol se por, acenda velas e crie uma atmosfera totalmente nova.

O vidro transparente permite aproveitar o máximo da luz da vela.

Esta luminária está disponível para venda na loja virtual de Lucano Mosaico no site Etsy. Acesse por AQUI. Lá você também pode encontrar estas outras luminárias e muitos mais!


Luminária para velas com pedras naturais.
Luminária para velas feita com vidro de garrafas!
Luminária com reutilização de vidro na base e no revestimento :-)
Porta-velas Contemporâneo com pastilhas de vidro, vidro pintado, vidro de garrafa e mármore.

O estado de mudança.

Deve ter sido em 2013 que li pela primeira vez a frase "isto também passará". Era na postagem de fotos de um trabalho lindo, lindo que a Maria Helena Ferraz estava fazendo (veja aqui). Essas palavras me nocautearam. Acho que é isso que acontece quando uma verdade encontra eco em nós. Era tão óbvio, tão certo e tão ignorado até aquele momento. "Isto também passará. Nada é permanente, apenas o estado de mudança. A vida é um fluxo. Vamos celebrar!" Foi isso que ela escreveu. Eu não poderia imaginar palavras mais fortes a remover um véu de mistério sobre a existência. Dali em diante isso me acompanhou. Sempre. Repeti para aqueles que imaginei precisarem ouvir, repeti para mim e, confesso, dava mais ênfase na esperança fantástica que estes dizeres conferem quando os tempos são difíceis.

Esse fluxo inegável que é a vida me trouxe até aqui. Tive (e tenho) dificuldades que não imaginava. Nesse processo tão longo, rebuscado e pungente que chamo de adaptação, me vi oscilando entre extremos. Para cada ferida, um bálsamo. Para cada ódio, uma paixão. Para cada decepção, um encantamento. Para cada ceticismo, uma poesia e uma esperança.

E não é só o entorno que muda à frente de nossos olhos. Houve vezes (e ainda há) em que não me reconheço no espelho. Eu mudei. Estou mudando. Não me sinto no controle do que está acontecendo agora. Apenas sei que nada jamais será como antes. Assustada com a dimensão disso tudo em relação a mim, precisei entender que nos processos de mudança - começo, meio e sem fim - não cabe julgamento. Isso limita a coisa toda. Dizer se é bom ou ruim é pouco, é pequeno e não abarca significado algum. Tudo pode ser bom e ruim ao mesmo tempo

E foi mais ou menos por aí que o outro lado daquela frase começou a falar com mais força para mim. Isto também passará. O que é imensamente bom também passará. E acho que só nessa altura do campeonato consegui abraçar a vastidão da afirmação. É uma contradição: quando tudo estava "controlado" a frase servia de consolo. Agora que tudo é descontrole, a frase serve de incentivo. Uma espécie de chamado para o momento presente e uma necessidade de autoentrega: mergulhar incondicionalmente no que é bom no momento em que acontece. Que aquilo que pesa nos ombros não obscureça aquilo que acena à alma.

Hoje entendo que um grau de desapego e um grau de entrega são necessários para navegar nesse fluxo da vida. Quanto maior o grau, mais leve se navega. Pelo menos é assim que entendo agora. E para não perder isso de vista, para não deixar de lado uma das poucas coisas que parecem fazer sentido atualmente, recorri ao mosaico (e também porque tenho medo de tatuagens, apesar de achar lindo!). Este lembrete permanecerá em nossa casa, esteja ela onde estiver.

(clique sobre as imagens para vê-las em tamanho maior)







A praça Kirsten-Heisig e seus ornamentos de mosaico.

A praça Kirsten-Heisig fica em uma parte muito bonita do bairro Neukölln. Ela é pequena e se perguntasse para mim eu nem diria que é uma praça, mas o que importa aqui é que nela há belos ornamentos revestidos de mosaico.

De um lado vê-se duas poltronas e uma escultura. Gostei das poltronas e AMEI a escultura, que traz um movimento muito bonito e detalhes encantadores.


As duas poltronas vistas pela parte de trás e em segundo plano a escultura.




A escultura mescla o mosaico com o cimento queimado. Fiquei apaixonada pelas cores e para mim remete à figura do sol.


Detalhe da escultura. Equilíbrio entre área revestida e cimento aparente.

No outro lado da praça, atravessando a rua, estão mais duas poltronas maiores e toda a mureta do jardim ornamentada em mosaico. Minha paixão foi pela mureta (desculpe mais uma vez, poltronas!). Talvez seja porque adoro vermelho, talvez porque adoro como as fomas casaram com o mosaico, talvez porque adoro mosaico em áreas de jardim.

Em primeiro plano as poltronas e ao fundo a mureta do canteiro.

Parte de frente de uma das poltronas.



Vista da mureta do canteiro. Veja como o desenho do mosaico flui junto com a sinuosidade da sua base.
 Não consegui obter nenhuma informação sobre que confeccionou estas obras. Pena. Mosaico sem autor é como goiabada sem queijo ou amor sem beijo.

Tirando isso, fico feliz em poder mostrar como o mosaico pode ser inserido numa cidade, como pode fazer parte da vida das pessoas e como isso pode alimentar nossa fome de beleza. Imagine essa pequena praça durante os meses de inverno. Não há verde, todas as árvores e todos os arbustos perdem as folhas. A luz é pouca, tudo acinzenta. Visualizando isso, é possível perceber o impacto dessa arte neste contexto. Estes mosaicos serão uma fonte de cor (uma das poucas) naquele espaço e terão um impacto relevante em quem passa por ali, transmitindo calor e esperança de que tudo voltará à vida no tempo certo.