Olá!

Aqui você encontra vários tipos de textos. São reflexões, introspecções, filosofadas e relatos, tudo sob a luz do mosaico. Desejo inspirar você com a mesma arte que me inspira.

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Mini Vasos para iluminar a decoração.

Hoje é segunda-feira de Carnaval, mas aqui nesta terra hoje é só segunda-feira mesmo...pelo menos aqui no norte. Parece que lá no sul tem alguma comemoração, num conceito bem mais discreto e inocente do que nós estamos acostumados a ver no nosso amado Brasil. Se você não foi para muito longe do wi-fi e também não está enlouquecido no bloquinho, dá uma olhada nesse par de mini vasos que eu fiz. Consegui encontrar mais umas lâmpadas queimadas por aí e não resisti.

Usei um pouco mais de cor em relação ao último par que fiz e achei que o conjunto precisava de uma base. Recorri a um prato de cerâmica. Como as lâmpadas ficam totalmente revestidas, acredito que fica mais interessante se forem colocadas sobre espelho, assim os detalhes da parte de baixo não se perdem. Os pedaços de espelho que usei foram encontrados na rua, há muito tempo. Parece ser um costume mundial deixar espelhos quebrados por aí...para minha sorte :-) Além dos espelhos, usei também gemas de vidro, pastilhas de vidro, stained glass e miçangas. O rejunte foi colorido com pigmento marrom. Normalmente uso sempre o rejunte grafite que, para meu olhar, é neutro e realça as cores. Mas nesse caso achei que o marrom "aqueceria" a combinação de cores. A parte de baixo do prato é dourada. Usei o mesmo dourado também nos bocais das lâmpadas.

Os Mini Vasos de Lâmpada, sozinhos, pareciam para mim um detalhe lindo e delicado par usar na decoração. Mas assim, em dupla e com uma base, eles deixaram de parecer um detalhe e ficaram com cara de centro de mesa, seja a mesa que for. Vamos a eles:

Desta vez escolhi lâmpadas com formatos diferentes para minha composição.


Repare que o espelho, ao refletir a parte de baixo, confere mais luz e cor ao conjunto.

Gemas de vidro soltas pela base - é para dar charme mesmo.

Com as tulipas mais lindas que se podia encontrar nessa época.

Ficam lindos onde quer que seja.
Para quem é de Mosaico e está entusiasmado em fazer um trabalho com material reutilizado, aproveite os festejos de Carnaval para garimpar objetos pela rua. Acredito que essa época deve render a melhor safra do ano. Seria esse o lado positivo do desleixo dos foliões?

Beijos floridos e até a próxima!
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A mini garrafa minimalista.

Mais uma vez o delicioso ciclo se repete. Uma garrafa vazia. Uma garrafa cortada em três partes: topo, corpo, base. Corpo revestido de mosaico vira luminária para velas de 7 dias. Topo e base colados viram uma pequena garrafa.

Acho que hoje posso dizer com certeza que a reutilização de materiais me encanta tanto quanto o próprio mosaico. A segunda chance, a sobre-vida, o novo uso falam para mim sobre esperança, sobre cuidar da nossa própria bagunça, sobre pensar o consumo de uma forma um pouco menos egocêntrica, sobre deixar alguma coisa decente para quem está chegando no mundo agora, sobre assumir algumas responsabilidades. Uma reflexão para encontrar viabilidade na vida.

De uma garrafa de vidro incolor, dois mosaicos nasceram: a luminária com a imagem de Nossa Senhora (sobre a qual falei na última postagem - leia AQUI) e a pequena garrafa que mostro hoje. Eu queria de todo jeito usar uns losangos de vidro que já tinha há um bom tempo. Depois escolhi a tampa que achei mais proporcional ao tamanho da garrafa. E daí para frente deixei a coisa correr solta. Das formas de construir um mosaico, essa - de deixar a coisa acontecer, nascer "sozinha"- é sem dúvida a que mais me dá prazer. Há um ponto de partida e o resto vai brotando, mudando de direção inesperadamente e/ou totalmente. Há o risco de dar errado? Sem dúvida. Mas acho muito divertido, fazer o quê? Cada um tem seu barato, não é mesmo?

Vamos à ela...
Delicada, charmosa e incrivelmente sóbria para os meus padrões.

Miçangas de vidro, contas de vidro, pastilhas de vidro e os losangos que foram o ponto de partida.


Anote aí: eu gosto muito, MUITO, de usar gemas de vidro quando faço mosaico em garrafas.

A formação atual da família de mini garrafas. Sempre digo que uma garrafa de mosaico é algo lindo. Mas quando elas estão juntas...aí é paixão.

Olha ela desempenhando na decoração. Não briga com ninguém. Apenas brilha.
Em tempo, as contas de vidro que usei vieram todas de bijuterias que já não eram usadas. Minha mãe vai guardando tudo que não usa mais e quando a gente se encontra ela me dá. Certamente você também tem uma amiga toda trabalhada na bijou que pode te doar o que não usa mais. Bota a criatividade para funcionar, gente boa! E vamos em frente para começar mais um ano com mais consciência, mais empatia e, por favor, mais amor. Até a próxima!

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Luz para Joanna.

Desde 2014 que eu não fazia uma luminária para velas de 7 dias. Não consigo ver no consumidor daqui a inclinação místico/religiosa na mesma intensidade que podia observar no Brasil. Então deixei para lá. Ocorre que às vésperas de considerar encerradas as atividades do ano veio este pedido do maridão: fazer uma luminária para velas de 7 dias para a esposa de um amigo. Eu quis saber o motivo, não para responder se faria ou não (eu faria de qualquer maneira), mas para me conectar com a intenção. A resposta veio sem precisão da razão e com muito impulso intuitivo. Exatamente a justificativa que gosto, pois tenho convicção que nossa verdadeira inteligência mora na intuição e não no intelecto.

Esse tal amigo é um alemão e a esposa é polonesa. Estão juntos há um bom tempo e juntos tiveram um filhinha que tem pouco mais de 1 ano. Ela, a esposa, que também é nossa amiga, vem passando por uma fase difícil. Há tempos que tenta se achar dentro de sua própria vida, após o acontecimento de mudanças profundas pelas quais passou. Acho que isso é natural. Mudanças significativas rompem com nossas referências e, de repente, não conseguimos nos reconhecer mais. Mas não é por ser um processo natural que deixa de ser extremamente desconfortável, penoso. Esses problemas emocionais são um campo que os alemães não conseguem entender muito bem. São pragmáticos até a última gota. E, de acordo com alguns relatos que me deixaram de cachos em pé, é realmente difícil você conseguir tratamento psicoterápico por estas bandas. Por sorte a amiga é muito católica. Digo sorte porque acredito que a fé (seja no que for) é um elemento que nos ajuda a superar obstáculos.

A religiosidade foi o tema da luminária, com a figura de Nossa Senhora. A intenção foi dizer que ela, a amiga, não está só, que todo mundo tem seus problemas e que isso não é demérito para ninguém. Também foi dizer que ela, a amiga, é importante e única, que sua identidade cultural importa e que ser diferente não é um problema, é apenas uma questão de contexto.

A luminária mede 18,50 cm de altura. Utilizei uma garrafa cortada como base para o mosaico de stained glass e pastilha de vidro.

A vela fica sobre um prato de cerâmica que pintei de dourado.

Na parte de trás utilizei gemas de vidro e alguns pedaços de stained glass.

Detalhe da gema de vidro em formato de coração na parte de trás. O amor é capaz de curar nossos males.


No barrado do manto utilizei estas pastilhas de vidro douradas e com texturas. Minha intenção foi fazer uma referência ao manto que é retratado na imagem de Nossa Senhora da Czestochowa, cultuada na Polônia. Também conhecida como Nossa Senhora Negra, a imagem original teria sido pintada por São Lucas. Dizem que em suas seguidas visitas à mãe de Jesus, ela teria lhe contado sobre a infância do filho.


Intuição seguida, mosaico feito, presente entregue. E cada um de nós vai tocando a vida, fazendo o melhor que pode. Dentro de nossas limitações acho que vale a pena a gente se esforçar um tanto a mais para ser mais empático. A gente não precisa fazer amizade com todo mundo, mas precisa respeitar todo mundo. Acho que empatia é um dos caminhos para isso. Sem esse respeito fica difícil melhorar nas convivências e, caramba!, o mundo está precisando muito que a gente melhore nisso.

Que cada um de nós encontre o próprio caminho e a própria luz.

Bom Natal e até logo mais!