Olá!

Aqui você encontra vários tipos de textos. São reflexões, introspecções, filosofadas e relatos, tudo sob a luz do mosaico. Desejo inspirar você com a mesma arte que me inspira.

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A lâmpada mágica.

Mudar é sempre um processo e tanto, não é mesmo? A nossa mudança para Berlim envolveu e envolve muito mais (MUITO MAIS!) do que a mudança física. De uma hora para outra não temos mais nenhum referencial familiar. Num primeiro momento, quando vivemos meio acampados, sem nossas coisas, o único elo que temos com a vida que acabou de acabar é o que trouxemos na mala. Todo o resto é novidade. Isso pode ser muito excitante quando se tem um prazo e, ao final dele, um lugar para voltar. Quando esse não é o caso a coisa toda é exaustiva, stressante e nos afeta de formas que não temos como prever. Um exemplo: na vida antiga eu costumava fazer as tarefas da casa, e muitas vezes também os mosaicos, com fones de ouvido. Escutava (performava) minhas músicas prediletas ou ouvia minha rádio favorita. Isso tornava as tarefas penosas mais leves e as tarefas prazerosas mais gostosas ainda. Pois fiquei cerca de dois anos sem conseguir fazer isso. Tentava, porque buscava esse acalento (na verdade a gente busca qualquer acalento), mas não dava certo. Não era mais bom, irritava. Não faço a menor ideia de porque isso aconteceu, mas há alguns meses algo encaixou e voltou a ser muito bom. É um detalhe na vida, eu sei, mas que me trouxe mais conforto comigo mesma e isso é muito valioso para mim. E vamos combinar que se somarmos esses detalhes a coisa toda fica bem grande. Então comemorei esse pedacinho de re-conquista.

Como somos uma coisa só, esse choque de adaptação nos atinge em todos os aspectos. Pois bem, o maravilhoso mundo do mosaico não ficou de fora. Um dos trabalhos que mais curti fazer foram os Vasos Lâmpada. Fiz dois. Amei-os intensamente. Em São Bernardo do Campo tem o Sr. Walter que trabalha com ferro e ele sempre topou minhas idéias. Fez suportes delicados que valorizaram ainda mais o meu trabalho. Aqui não tem o Sr. Walter. Eu fiquei este tempo todo olhando com tristeza as lâmpadas queimadas que vieram junto com meus materiais com a certeza de que jamais faria outro vasinho. Por vezes planejei levá-las para a reciclagem (aqui tem) e todas essas vezes esqueci. Aí aconteceu uma coisa simples e maravilhosa. Um dia deses acordei com a solução dos meus problemas: colocaria o Vaso Lâmpada em pé fixando uma pastilha uma pouco maior na base. É uma solução tão simples que dá até vergonha. Mas o que me admirou mais foi o tempo em que acreditei que não havia mesmo solução para o meu problema. Achei isso muito maluco. O dia em que acordei com a solução foi como o despertar de um transe. O que uma mudança não faz com a gente, não é mesmo? Uma vez mais não faço a menor ideia de porque isso tudo aconteceu, mas saboreei novamente minha pequena re-conquista. Veja o resultado do meu micro despertar:






Dizem que "não há mal que sempre perdure e nem bem que nunca se acabe". Tudo é passageiro. Isto também passará. Vamos celebrar a vida, o amor e cultivar a gratidão. Cada detalhe conta.

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A flor amarela.

Em Berlim tudo segue na normalidade, mesmo porque se a normalidade falta, o alemão surta. Aí tudo trava, nada segue. Mas cá estamos nós abençoando cada dia de sol e amaldiçoando cada dia cinza (isto significa uma médica de 90% de maldições). E em algum dia dentro desta incrível labilidade emocional que experimentamos aqui, encontrei uma das coisas mais fofas que já tinha visto: um puxador de gaveta em formato de flor! Já imaginou? E, claro, para quem é dessa área de miçangas, o desejo por um puxador de gavetas não é necessariamente para usá-lo como puxador. Explico: quando fui participar do workshop onde aprendi a fazer garrafas decoradas com mosaico, faltava a tampa para a dita cuja. Procurando opções pela internet, foi no Pinterest que encontrei a ideia de juntar uma rolha de garrafa de vinho com um puxador de gavetas. Assim, para mim, um puxador de gavetas é, antes de tudo, uma tampa de garrafa em potencial.

Aqui vamos fazer uma pausa só para pensar sobre os diferentes olhares. Cada um de nós tem uma visão própria sobre um mesmo objeto, ou assunto, ou sentimento, ou lugar, ou qualquer outra coisa e isso é, de certa forma, lindo! Pense em como as possibilidades se multiplicam graças à pluralidade, à diversidade que existe entre nós. Isso faz com que o mundo fique muito, mas muito mais interessante, faz com que você veja solução onde eu só consigo ver problema, faz com que eu prefira aproveitar o sol ficando na sombra, faz com que você prefira aproveitar o sol se expondo a ele na grama e então há lugar para todos, há gosto para tudo. Há amor para todos e tudo tem o seu valor.

Brisas à parte, voltemos à garrafa. Bem, o puxador rendeu mesmo uma tampa encantadora, além de inspiração e bons momentos. Vamos aos fatos?

Fala sério, essa flor não é linda? Diz que sim! Diz que sim!



Sim, os ares primaveris continuam imperando por aqui :-)

Em tempo, se alguém tiver uma sugestão de gambiarra como a da tampa de garrafa, por favor divida! Já diziam que quem divide, multiplica. Vamos nessa!


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Enfim, primavera!

Não é segredo para ninguém que a gente conta os dias, as horas, para o fim do inverno. Nossa esperança é que de um instante para o outro os dias tenham mais horas de luz e as temperaturas se fixem entre 15 e 20 graus (que tal?). Bem, parte disso acontece mesmo. A Terra, com seu eixo inclinado, gira ao redor do sol e isto, somado ao horário de verão que começou há um mês, faz com que o sol nasça às 5:45 e se ponha às 20:23. É uma baita diferença! Não é à toa que os passarinhos cantem tanto e os corvos fiquem praticamente sem motivo para reclamar. Algo semelhante acontece conosco. Tem gente assobiando por aí e é até possível se deparar com algum alemão sendo simpático. Eu me cago de medo com isso, pois acho que os acontecimentos extraordinários alteram a ordem natural das coisas, podendo provocar furacões, terremotos e tsunamis. Mas ainda com este risco eminente, prefiro ver meus anfitriões mostrando seus dentes e com o semblante mais relaxado. Se é para morrer num cataclisma, que seja depois de receber um sorriso.

E foi nesta onde de amar a vida, abraçar árvores e cumprimentar cada pardal que cruza meu caminho que fiz esse vaso. Revesti a cerâmica com pastilhas de vidro de diversos tipos, algumas bijouterias e algumas contas de vidro. Eu amei! Para falar a verdade, no começo não. Eu iniciei este vaso antes das férias e terminei depois de voltar. Isso pode resultar numa peça inconsistente, mas depois do rejunte achei que estava tudo bem e já podia cobrí-lo de beijos e juras de amor. Que ele seja a celebração da vida que volta tão vibrante, da luz que nos brinda generosa e das temperaturas...as temperaturas...essas f*#@* da p#@*& estão de gozação com a gente. Dizem que isso é típico de abril, ninguém sabe o que pode acontecer com o clima durante este mês. Bom, acho que em maio a felicidade estará, enfim, completa. Falta muito pouco. Celebremos!





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