Olá!

Aqui você encontra vários tipos de textos. São reflexões, introspecções, filosofadas e relatos, tudo sob a luz do mosaico. Desejo inspirar você com a mesma arte que me inspira.

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Vasos de Lâmpada - você precisa fazer um!

Precisa mesmo! Porque ficam lindos, porque são um presente mais que especial e porque reutilizar, além de um dever, é uma delícia.

Depois da minha óbvia epifania de como deixar a lâmpada em pé sem os lindos suportes que o Sr. Walter fazia, passei a desejar com muito mais afinco cada lâmpada queimada do planeta. Como vocês sabem, elas são uma espécie em extinção, pois muito em breve deixarão de ser fabricadas. Então, queridos amigos, esta é uma alegria que está com os dias contados. Se você também pegou gosto pela coisa, espalhe aos quatro ventos que recolhe lâmpadas incandescentes queimadas e pague lá um valor por elas. Tenho certeza que conseguirá coletar várias. Por aqui posso caçá-las nos pontos de coletas que ficam nas perfumarias e nos mercados. De quando em quando estico o pescoção para ver se tem alguma para mim.

Estas que fiz agora são de tamanho normal, então por isso achei que ficaria bem se formassem um par. Escolhi tons de azul, repeti elementos nas duas para que tivesse uma conexão e assim elas saíram...

Esta em tons mais escuros mede 10,50 cm de altura.

Esta em tons mais claros mede 12,50 cm de altura.
Usei pastilhas de vidro comum, pastilhas do tipo cristal, miçangas de vidro, espelhos e estes corações de vidro que são tudo de bom e mais um pouco. Ficaram bem delicadas e a cor azul complementou a cor das flores.

Gosto tanto que tenho vontade de comê-las!!!

Já posso imaginar uma coleção de lâmpadas passando por todas as cores do arco-íris. Seria lindo! Enquanto estou apenas no azul vou misturando as lâmpadas com os outros objetos. Acredito que elas fazem o arremate perfeito, concorda?



Espero ter inspirado alguns de vocês a iniciarem seus próprios projetos.

Boa preparação para o início do Advento para todos e até a próxima!

Para quem está do lado de cá do oceano, visite a minha loja Online hospedada no site Etsy. É só clicar AQUI.

Mosaico sobre base tipo Wedi.

Olá, pessoas! Como tem passado? Aqui nessas terras o outono vai aos poucos perdendo sua magia e dando lugar à aridez das árvores nuas e aos precoces pores-do-sol. As aves migratórias já iniciaram suas peregrinações para terras mais quentes e, quando eu vejo aquele batalhão de pássaros voando em formação de V, sinto que está todo mundo indo embora e só eu ficarei aqui no frio e na escuridão. Sim, bem dramático. Mas as mudanças de estação tem uma dramaticidade inegável e isso invade a gente.

No mundo do mosaico experimentei algo novo (para mim): usar uma base de Wedi. Na verdade usei de outra marca porque tinha um preço mais convidativo. Para quem não sabe o que é isso, trata-se de uma placa de espuma de alta densidade que tem dos dois dois lados uma fina camada de cimento. É só dar um Google em "Wedi" para entender exatamente do que se trata. Essas placas são muito usadas na construção e são uma base muito versátil para mosaico já que podem permanecer tanto em ambientes externos quanto internos. Além disso são bem leves, o que deixa tudo mais fácil. Custam mais (bem mais) do que uma base de MDF, mas tem uma vantagem (mais uma): com um estilete você corta o que quiser, todas as curvas que imaginar e cortes vazados também. Achei o máximo não precisar de uma serra para chegar no formato que eu pretendia. Então valeu a pena o investimento. Mas o que fiz com a tal base super, tunder, mega maravilhosa? Fiz os números para uma casa. Literalmente. Não foi uma placa com os números, foram os números mesmo. Veja:

Recortei cada número e depois revesti com as pastilhas. Como ficarão em ambiente externo, o adesivo escolhido foi específico para isso.

Depois saí brincando de colocá-los em todo lugar e fiquei imaginando quanta coisa dá para fazer a partir desta base.
Eles agora estão viajando rumo ao seu destino final e eu estou rezando porque a viagem é longa. Só desejo uma coisa - que cheguem inteiros.

Depois dessa experimentação voltei ao conhecido mosaico em garrafas. Para mim fazer garrafas é como voltar para casa depois de uma viagem. É uma delícia viajar e igualmente bom regressar para nosso canto.

Utilizando ainda algumas pastilham que sobraram dos números montei uma garrafa com vermelho, rosa, bege, marrom e dourado (porque sou do signo de leão e preciso de um brilho em algum lugar, sempre). Comecei o trabalho meio desconfiada de mim mesma, mas depois fui me apaixonando perdidamente por ela. Adorei a interação dessas cores. Não sei dizer muito bem o motivo, mas paixão é assim mesmo, não é? A gente não consegue explicar. Para a coroação no topo, uma flor de cerâmica que, vou te falar, tinham que fazer em todas as cores do arco-íris.

É ou né?

Tenho uma maneira peculiar de perceber quando gosto muito de um mosaico: sinto vontade de comê-lo. Sério mesmo. Sinto até a salivação aumentar. Alguém explica?

Você pode usar as garrafas da forma que achar melhor na decoração. Eu gosto especialmente de misturá-las a livros e lembranças de viagens. A garrafa faz o fator "uau!", como aquele brinco maravilhoso que você coloca com uma roupa mais básica e fica glamurosa.

Essas foram as últimas por aqui. A gente ainda se encontra pelo menos mais uma vez nesse restinho de ano.

Se você ainda não conhece minha loja Online, vou colocar o link AQUI. Espero sua visita por lá!

Loja Online hospedada na plataforma Etsy - https://www.etsy.com/shop/LucanoMosaico?ref=shop_sugg

Manifesto sobre a Assimetria.

Esse é o nome do mosaico que fiz.

Sou dessas pessoas que questionam coisas. Sou do signo de leão com ascendente em libra. Recentemente descobri que meu signo lunar é gêmeos. Talvez essa combinação seja a causa da minha rebeldia inerente, mas não tenho certeza. O que sei é que não me identifico nada, mas nada mesmo, com alguns parâmetros que as pessoas espalham por aí. Essa questão da simetria x assimetria é uma delas. Se você der um Google nessas palavras, basicamente lerá sobre dimensões e formas, sobre a simetria presente na natureza e na matemática, verá desenhos e fotos de coisas que quando divididos em partes, uma pode ser sobreposta à outra com perfeição e verá várias vezes a palavra beleza. Associa-se a presença de simetria à beleza, ou seja, se é simétrico então é bonito.

Nem precisa dizer que é nessa parte que meu humor muda. Simetria não é algo relativo, mas beleza...ah, amiguinhos, está aí um conceito que muda todos os dias, que precisa de contexto para acontecer. Pensando um par de minutos você poderá citar algumas coisas que são consideradas belas hoje, mas que no passado não eram. O contrário também vale. O meu ponto é que a beleza é um conceito subjetivo, íntimo e complexo. É nisso que acredito. Confesso que não entendo muito bem a obsessão humana por beleza. Nessa busca desesperada vai todo mundo para um lado só, enquanto há um universo de tantas outras coisas fantásticas acontecendo do lado de lá. Acho isso triste.

O que fiz nesse mosaico foi zombar descaradamente da simetria e de outros pequenos conceitos que, no mundo do mosaico, são tidos como pré-requisito para dizer se um trabalho é belo. Na base, nada bate com nada. Parece que bate, mas não. Usei dois restos de cortes de um círculo e a parte retangular foi a lateral de uma gaveta. Isso significa que uma das suas bordas reta e a outra arredondada. Comecei o revestimento pelas extremidades, repetindo os elementos no lado oposto correspondente. Porém coloquei pedras e conchas no meio dessa história só para ter certeza de que não casaria mesmo, para somar mais assimetria na minha assimetria inicial. E fui seguindo nessa busca do impossível (que é o que fazemos na vida quando tentamos nos encaixar nos padrões), repetindo os elementos dos dois lados. Quando a assimetria se fazia mais do que evidente, suprimia algum elemento para tentar resgatar a simetria que em momento algum existiu. Ou seja, eu aumentei a assimetria para diminuir a assimetria. Faz todo o sentindo. O trabalho como um todo virou uma espécie de "jogo dos sete erros". Você pode gastar alguns momentos encontrando as diferenças.

Ao primeiro olhar, nada parece estar fora da ordem.




E a peça desempenha lindamente na parede, ao lado das coleguinhas. 

Formando uma grande família de assimétricos assumidos.
O que acontece aqui é que o conjunto tem lá sua harmonia e isso prevaleceu. No fim pouco importa a precisão milimétrica. Importa a gana, a paixão, a intenção, o ideal, a expressão, a mensagem. Importa que cada um sinta a liberdade inata e genuína para ser o que é. Isso fica bem pertinho da beleza. Um viva para a assimetria!