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Aqui você encontra vários tipos de textos. São reflexões, introspecções, filosofadas e relatos, tudo sob a luz do mosaico. Desejo inspirar você com a mesma arte que me inspira.

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O despertar da bijuteria.

Falar sobre as estações do ano, sobre as variações de temperatura e a presença ou ausência de sol tornou-se uma constante por aqui. Desculpa, gente! Mas acho que não terá outro jeito por enquanto. Isso me afeta profundamente, afeta meu humor, minha identidade, a maneira como me expresso, a maneira como me relaciono, afeta o olhar que tenho sobre o mundo. Talvez não seja exagero dizer que sou uma pessoa a cada estação do ano. Se um dia isso vai passar (ou ser mais brando), eu não sei dizer. No agora é assim que me percebo. Então vamos falar sobre os efeitos do verão.

O que acontece na estação mais festejada do ano é uma certa histeria. Temos luz em quantidades cavalares. No seu auge são 18 horas de luz. Quando faz calor, faz MUITO calor, mas não é certeza que o sol apareça. Quando ele aparece, a vida só acontece do lado de fora. Tem cinema, shows e concertos ao ar livre, festas e eventos que só acontecem no verão. É preciso fazer uma boa provisão de caixa se você quiser aproveitar tudo o que acontece nessa época. Pessoas dão um jeito de faltar ao trabalho para poder tomar sol. Quem pode, tira férias em agosto. De início eu via uma poesia nisso tudo. Achava lindo esse impulso de aproveitar o momento presente, de desfrutar da luz na simplicidade de um gramado e com a companhia de um livro. Hoje vejo aí um certo ar de desespero e o motivo é simples: dura muito pouco. Se há uma certeza na vida é a de que o verão vai acabar e tudo vai voltar a ser frio e, principalmente, escuro. Daí me vejo mergulhada em angústia se o dia tem sol e por qualquer motivo eu não possa saudá-lo. Se perder esse momento, vai demorar um ano para talvez isso acontecer novamente. Esse é um ótimo abudo para estados ansiosos.

O que vem a seguir é o resultado deste pacote de percepções do meio e de mim. Por breves meses posso sair de casa sem checar qual a sensação térmica do lado de fora. Posso usar na rua a mesma roupa que estou usando dentro de casa. Posso usar brincos enormes porque eles não vão enroscar em nenhuma gola alta ou cachecol. Posso usar colares pelos mesmos motivos. Posso usar anéis porque não preciso de luvas. Posso, enfim, me expressar livremente. Não é, então, por acaso que as bases para bijouteria saltaram à minha inspiração. As coitadas aguardavam a vez desde abril e precisaram de um eclipse da lua e um do sol (no mesmo mês) para ganharem cores, formas e identidade. Se me vierem com a famosa pergunta "o que você fez nesse verão" a minha resposta é essa aí:




Para este pingente utilizei smalti italiano. O cordão é de camurça.

Pingente com pedra natural, smalti ouro, miçanga, stained glass e pastilha de vidro.

Pedra natural, millefiori, smalti italiano e pastilha de vidro.

Pingente com miçangas, pedra natural, stained glass, pastilha de vidro, millefiori e smalti ouro.

Pedras naturais, miçangas e vidro dicróico.

Gema de vidro, millefiori e stained glass.

Gemas e miçangas de vidro.

Millefiori e só :-)

Stained glass e pastilha de vidro.

Pedras naturais, vidro dicróico e miçangas.


Preciso agradecer à Yara Fragoso, professora e amiga, que me incentivou a fazer bijous. Ela disse que eu iria gostar e dividiu comigo seus saberes. Ela estava certíssima (como também estava sobre as garrafas de mosaico e o mosaico contemporâneo). Eu só precisei da plenitude do sol para acender o fogo de mais uma paixão. Querido Deus, por favor, não permita que o fim do verão leve embora a minha inspiração. Amém.