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Luz para Joanna.

Desde 2014 que eu não fazia uma luminária para velas de 7 dias. Não consigo ver no consumidor daqui a inclinação místico/religiosa na mesma intensidade que podia observar no Brasil. Então deixei para lá. Ocorre que às vésperas de considerar encerradas as atividades do ano veio este pedido do maridão: fazer uma luminária para velas de 7 dias para a esposa de um amigo. Eu quis saber o motivo, não para responder se faria ou não (eu faria de qualquer maneira), mas para me conectar com a intenção. A resposta veio sem precisão da razão e com muito impulso intuitivo. Exatamente a justificativa que gosto, pois tenho convicção que nossa verdadeira inteligência mora na intuição e não no intelecto.

Esse tal amigo é um alemão e a esposa é polonesa. Estão juntos há um bom tempo e juntos tiveram um filhinha que tem pouco mais de 1 ano. Ela, a esposa, que também é nossa amiga, vem passando por uma fase difícil. Há tempos que tenta se achar dentro de sua própria vida, após o acontecimento de mudanças profundas pelas quais passou. Acho que isso é natural. Mudanças significativas rompem com nossas referências e, de repente, não conseguimos nos reconhecer mais. Mas não é por ser um processo natural que deixa de ser extremamente desconfortável, penoso. Esses problemas emocionais são um campo que os alemães não conseguem entender muito bem. São pragmáticos até a última gota. E, de acordo com alguns relatos que me deixaram de cachos em pé, é realmente difícil você conseguir tratamento psicoterápico por estas bandas. Por sorte a amiga é muito católica. Digo sorte porque acredito que a fé (seja no que for) é um elemento que nos ajuda a superar obstáculos.

A religiosidade foi o tema da luminária, com a figura de Nossa Senhora. A intenção foi dizer que ela, a amiga, não está só, que todo mundo tem seus problemas e que isso não é demérito para ninguém. Também foi dizer que ela, a amiga, é importante e única, que sua identidade cultural importa e que ser diferente não é um problema, é apenas uma questão de contexto.

A luminária mede 18,50 cm de altura. Utilizei uma garrafa cortada como base para o mosaico de stained glass e pastilha de vidro.

A vela fica sobre um prato de cerâmica que pintei de dourado.

Na parte de trás utilizei gemas de vidro e alguns pedaços de stained glass.

Detalhe da gema de vidro em formato de coração na parte de trás. O amor é capaz de curar nossos males.


No barrado do manto utilizei estas pastilhas de vidro douradas e com texturas. Minha intenção foi fazer uma referência ao manto que é retratado na imagem de Nossa Senhora da Czestochowa, cultuada na Polônia. Também conhecida como Nossa Senhora Negra, a imagem original teria sido pintada por São Lucas. Dizem que em suas seguidas visitas à mãe de Jesus, ela teria lhe contado sobre a infância do filho.


Intuição seguida, mosaico feito, presente entregue. E cada um de nós vai tocando a vida, fazendo o melhor que pode. Dentro de nossas limitações acho que vale a pena a gente se esforçar um tanto a mais para ser mais empático. A gente não precisa fazer amizade com todo mundo, mas precisa respeitar todo mundo. Acho que empatia é um dos caminhos para isso. Sem esse respeito fica difícil melhorar nas convivências e, caramba!, o mundo está precisando muito que a gente melhore nisso.

Que cada um de nós encontre o próprio caminho e a própria luz.

Bom Natal e até logo mais!




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