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De Chillon para a sua parede.

    Nas férias trangredimos a realidade de nossas rotinas e nos lançamos em aventuras que, mesmo planejadas à minúcia, sempre nos surpreendem. Quando tudo acaba temos a árdua tarefa de fazer caber em nossa cabeça uma mente extraordinariamente ampliada, livre, instigada. Desta readaptação forçada à realidade, surgem referâncias aqui e ali aos dias de ócio criativo vividos anteriormente.
    Coloque-se no seguinte cenário: Montreux, uma cidadezinha suíça às margens do lago de Genebra. Depois de adorar a estátua do único e insuperável Freddie Mercury, você caminha pela parte mais antiga da cidade, absorvendo pelos poros de todo o corpo séculos de história e uma paisagem comum nas caixas de bombom de antigamente. Se a companhia é boa, caminhe até o Castelo de Chillon. Esta construção do século XII serviu de inspiração para os escritos de Lord Byron, Victor Hugo e Jean-Jacques Rousseau. Apesar das sucessivas modificações que sofreu no decorrer dos anos não perdeu seu evidente caráter medieval e, por muitas vezes, muito, muito sombrio.
    Quando você desvenda um lugar assim, deixa-se guiar pelos sentidos muito mais do que pela razão. E não somente pelos seus sentidos, mas também pelos sentidos de quem está com você. Assim, em determinado aposento onde vários móveis, mais antigos que nossa pátria mãe, estavam expostos, foi-me apontado um grande baú que ostenta rosáceas entalhadas na laterais. Fotografei-as.
    De volta à realidade, usamos as fotos para detonar uma torrente de lembranças que são editadas com o passar do tempo. Deparei-me novamente com a rosácea.
    Acho-a bonita, sem dúvida. Mas vasculhe sua memória e veja se em algum momento da vida você já não traçou algo muito similar. Provavelmente quando teve seu primeiro compasso para as aulas de geometria. Quando percebi isto, achei interessante que algumas figuras estejam lastreadas há tanto tempo em nossa mente, gravadas profundamente no inconsciente coletivo, com fartas referências simbólicas a formas e números que nem entendemos completamente. Isto me fez constatar que pouco, muito pouco criamos. Na verdade descobrimos coisas que já estavam lá. Acredito que até os avanços da ciência são constatações de coisas que já existiram e a este processo de (re)descobertas chamamos de evolução. Se esta teoria fizer sentido, confirmamos o fato de que a humanidade é nada mais do que uma gotinha de água numa chuva torrencial. Para celebrar nossa insignificância, reforcei os traçados que sempre existiram.