Olá!

Aqui você encontra vários tipos de textos. São reflexões, introspecções, filosofadas e relatos, tudo sob a luz do mosaico. Desejo inspirar você com a mesma arte que me inspira.

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Sonho.

Desejo espalhar luz.
Desejo espalhar cor.
Desejo, mais que tudo, espalhar luz colorida pelo mundo afora, numa profundidade que encanta e hipnotiza.
Quero permear os olhos sedentos de beleza, acariciar as almas cansadas na incessante luta pelo bem.
Quero que cada ser seja contagiado pela energia de vida, pulsando vigorosamente em todas as células do corpo.
Quero dar ao outro a mesma inspiração que Deus me dá.
Quero chamar a atenção de todos para o que existe de bom na vida e que a fonte jorra incessante.
Quero mostrar que a resposta está sempre na sabedoria, na paciência, no autoconhecimento, na ética e no respeito, principalmente quando do outro lado está o oposto disto tudo.
Quero fazer entender que só há sentido quando há amor.
Desejo espalhar o amor na forma de luz colorida.


(trabalho em andamento)

Pega ladrão!

    Muitas vezes já me perguntaram se não acho ruim fazer uma peça igual à outra. A resposta é não. Cada trabalho tem uma história e o processo de confecção do mosaico é que dá o grande barato. Não é raro, especialmente com as placas de número residencial, um cliente pedir uma igual, extamente igual a um modelo feito. "O senhor pode mudar as cores, acrescentar algum detalhe. Pode mudar a fonte também". "Não, não! Quero igual mesmo, se for possível". Claro que sim! Reservo meus experimentos e devaneios para peças que ainda não tem dono.
    Mas, e sempre há um "mas", tive que fazer uma cópia fiel com um gosto bem amargo na boca. A última peça que despachei antes das férias, uma placa para um consultório, foi roubada num assalto ao caminhão do Correios no Rio de Janeiro. É violência à distância. Senti-me reduzida a nada. Lembro de toda a troca de informação com a cliente até chegarmos nas cores mais adequadas, na relação com o logo que já existe, na hamonização com o lugar onde seria fixada e outros pequenos detalhes tão importantes quanto os grandes para o resultado final. Todo este trabalho foi jogado fora por uma situação sócio-econômica amplamente defeituosa.
    Confesso que ainda não digeri o ocorrido e fico imaginando a placa sendo vendida numa feirinha mequetrefe por R$ 20,00. Sim, os Correios deverão pagar uma indenização além, de devolver o valor da postagem. Já percebi que isso vai dar trabalho. Mas o que pega mesmo não é ter ou não de volta o dinheiro, é o ato de violência que fez com que eu me sentisse refém de um contexto, sem garantias de uma vida digna, de civilidade e isto eu não aceito.
    A nova placa está praticamente pronta, com apenas alguns retoques pendentes. Fiz um exercício mental monstruoso para controlar meus pensamentos durante todo o processo de motagem. Acredito que o que vai na minha mente é tranferido para a peça e levo esta responsabilidade muito a sério. O lado bom é que na outra ponta do prejuízo exite uma pessoa cheia de bom senso, disposta a resolver problemas.
    Ainda sem encontar resposta para algumas perguntas, eu trabalho e me aprimoro, coisa que quem rouba não é capaz de fazer.