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Para celebrar o amor.

Eles se casaram num sábado. Um dia de sol, mas já sem o calor sufocante do verão. Eu estava com aquela preocupação típica de mulher (brasileira): será que minha roupa está adequada? Nunca tinha ido num casamento cujos festejos começariam de manhã e durariam até a noite, incluindo um passeio de barco no meio da coisa toda. Também nunca tinha ido a um casamento na Alemanha. Coitada de mim...tão presa a padrões rasos. Tive a experiência mais livre e poética que um casamento pode oferecer.

Ela é da Irlanda. Ele é alemão. Eles trabalham numa empresa inglesa, mas que fica na Alemanha. Por aí começamos a montar essa colcha de humanidades, com gente de diferentes países. Cada um tem, dentro da sua cultura, a própria referência de cerimônia de casamento. Cada um vestiu-se de acordo com os seus costumes. Uma coisa é certa: dava para ver que todos estavam no seu melhor sem perder de vista o principal - celebrar o amor de duas pessoas que decidiram construir uma vida juntos. Essa essência era o mais importante. Não havia dúvida. Dito assim pode parecer clichê, mas acontece que eu nunca tinha experimentado uma situação onde essa ideia fosse realmente palpável, onde a diversidade só fez somar. Para mim foi um dia emblemático, mágico, inspirador, libertador e didático.

Essa profusão de sentimentos permaneceu comigo de uma forma inegável, de modo que precisei concretizar um pouco disso tudo. Assim nasceu este quadro para celebrar a união e contemplar a infinitude das relações humanas. Cada vez mais penso que as fronteiras que existem por aí nada mais são do que nossos diferentes estágios de percepção do lugar que ocupamos no mundo. No fundo, no fundo, no fundo somos uma coisa só e nossa necessidade mais elementar é mesmo o amor, independente de onde você tenha nascido e para onde tenha ido depois.

Usei mármore para o símbolo do infinito e para a data do casamento. Para o fundo, utilizei pastilhas cristal.

Com a mistura das cores das bandeiras da Irlanda e da Alemanha preenchi os espaços do infinito. A infinitude da união - essa foi a ideia.



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