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Época de libélulas.

    Desde o começo desta semana cruzei com várias libélulas. Nos encontramos na rua e também na janela de casa. Fiquei pensando com meus botões de onde elas teriam vindo. Não me lembro de vê-las com tanta frequência. Aliás, raramente as via. Talvez, assim como acontece com os caquis, agora seja a estação das libélulas. O Luciano diz que elas são as "Ferraris" do mundo dos insetos pela sua capacidade de vôo. Ainda não consegui vislumbrar esta parte tão técnica do bicho. Tenho uma visão mais romântica da natureza. Para mim elas se parecem mais com pequenas fadinhas. Independente de ser um carro ou um ser etéreo, estas senhoritas fizeram com que eu percebesse que meu grau de atenção para o que está à minha volta anda um tanto baixo. Ainda que exista a "safra" de libélulas, com há a dos "siriris" entre dezembro e janeiro, eu deveria vê-las todos os anos e não ter a sensação de que praticamente não existissem. Contudo foi uma pequena mudança na rotina, que me fez sair a pé alguns dias da semana pela manhã, que possibilitou o nosso reencontro. Aliás é impressionante o que podemos ver quando andamos de cabeça erguida. Por exemplo, nessa breve caminhada eu passo em baixo de um pequeno viaduto. Quando estou voltando, as plantas que nascem sob ele têm a luminosidade por detrás. Isto faz com que seu verde fique brilhante, fluorescente. Pode estar sol, chuva ou nublado. O efeito pode ser observado com qualquer clima. Acho aquilo lindo, meio mágico. Olhar para aquelas plantinhas acesas dá um sensação prazeirosa. Na calçada oposta há um ponto de ônibus e sempre me pergunto se aquelas pessoas já viram as plantas com suas folhas iluminadas. Pela cara delas acho que não. Acho que também não viram as libélulas.
    Pense comigo em quantas coisas deixamos de ver por estarmos presos a uma rotina ou a um condicionamento. As plantinhas ou as libélulas podem não fazer diferença alguma para você. Para mim, entretanto, deixam o dia mais alegre. Fazem diferença na minha vida, no meu cotidiano. Todos nós temos áreas de interesse que nos tocam. Geralmente estão à nossa volta, mas não podemos vê-las. Estamos muito entretidos em fazer a mesma coisa, sempre igual, todos os dias. Estes condicionamentos nos privam não apenas de ver e apreciar o que é belo aos nossos olhos, mas de enxergar situações, oportunidades e até respostas que procuramos tão arduamente nos lugares errados.
    Certa vez, quando trocava breves palavras com a minha querida amiga Andréa sobre mudanças, ela contou algo muito elucidativo que ocorria em sua casa. Com certa frequência, a mãe mudava a posição dos móveis. Nos primeiros dias era um tal de esbarrar e tropeçar pelos cantos. Mas depois de assimilada a mudança, todos tinham um novo olhar sobre a casa. E concluiu dizendo que quando não mudamos perdemos a capacidade de apreciar as coisas. Observe que para ter um novo olhar sobre o mundo não é necessária uma mudança abismal. Não é preciso mudar de casa para que ela pareça nova. Trocar a posição dos sofá já tem este efeito.
    São as pequenas ações que, somadas, nos possibilitam dar grandes passos. Nosso instinto parece não perceber isto. Sempre que sentimos a necessidade de efetuar uma mudança na vida pensamos em algo muito grande, como se fossemos dormir de um jeito e acordar de outro. Isto não condiz com a realidade. Nada se constrói da noite para o dia. Percebemos isto, mas não nos damos conta. Sabemos que no dia de amanhã tudo estará no mesmo lugar e ainda assim fazemos um corte de cabelo radical acreditando que tudo será diferente depois disso.
     Cada um tem seu tempo interno para perceber que é melhor olhar adiante enquanto se caminha ao invés de olhar para os buracos da calçada. Mas se você se dispuser a assimilar pequeninas alterações e levá-las adiante, perceberá, depois de algum tempo, que já conquistou um ganho que te deu força para tentar algo um pouco maior. Por exemplo, proponha-se a nunca mais, nunca mais, deixar louça acumular na pia independente das flutuações do mercado financeiro, do paredão do Big Brother ou da previsão do tempo. Sentirá que estar em uma cozinha arrumada te faz bem. Sim, todo mundo gosta de ordem e limpeza. Incrementa a sua qualidade de vida. Para este ganho você precisou de disciplina. Pronto! Todo o processo foi desmistificado. Agora você sabe que com vontade, disciplina e pequenas ações pode efetuar mudanças que afetam a sua qualidade de vida. Melhor do que isso só mesmo Papai Noel aparecer aqui em casa para comer um pizza e perguntar o que eu quero ganhar nos próximos 15 Natais.
    Estamos neste planeta não por outra coisa senão para sermos felizes. Não há motivos para que isso não aconteça. As libélulas estão por aí, para quem quiser vê-las. Podemos aprender a curar nossa feridas, a melhorar o que não está bom ou aprimorar o que já funciona. Melhor do que isso, podemos fazer tudo isso por meio do prazer.


4 comentários:

  1. Adriana minha linda...
    Que sensibilidade ...que inspiração ... que texto lindo ...
    Que bom que vc partilha tudo isso conosco dessa forma doce, suave, poética ... e nesse mundo atribulado, com tanta violencia nos assombrando, tantas tragédias, tantas coisas ruins, tantas desgraças, tanto desamor, vc dá um brake... uma pausa ... e para nosso deleite nos presenteia e nos delicia com suas palavras... nos faz refletir sobre coisas tão simples e que podem fazer tanta diferença no nosso dia a dia, nas nossas vidas e nos tornar pessoas melhores. Para mim é como se eu estivesse assistindo um filme. Visualizo as libélulas ... o viaduto ... as flores ... o reflexo da luz do sol sobre elas ...as pessoas estressadas no ponto de ônibus ... a cegueira a que esse mundo moderno nos leva. Que bom que vc é a luz que nos conduz a tanta coisa boa que ainda existe no nosso planeta ... Mais uma vez obrigada ... sou sua fã.
    Bjks
    Lele

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  2. É isso aí, acredito muito, mesmo, que estamos no mundo para sermos felizes! Além de todo o texto,claro, essa frase mexeu comigo! Bjs

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  3. Adri, maravilhoso texto!

    Obrigada, pois sinto que esse texto é pra mim (mais uma vez... rsrs)

    Muitos Beijos e Saudades de Você!

    Débora

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  4. Oi Luciano, encontrei seu blog pelo blog da Lelê.
    Adorei o texto, muito sensivel... A respeito das libelulas, já tive varios encontros com elas, tbm acho que são meio fadas, rsrsrs

    Já retratei algumas libelulas, elas ficam lindas em mosaico.

    Quero ser sua seguidora , gostei muito de tudo que vi e li...

    Boa semana, Schandra

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