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O brilho do olhar.

    São inúmeras as formas que temos de nos comunicar. Usamos a voz, pronunciamos palavras em diferentes entonações e intenções, gesticulamos com mãos, braços, cabeça e todo o corpo. Até o silêncio é usado por nós neste processo tão complexo. Contudo, tantas minúcias podem não valer nada se não olharmos nos olhos. A máxima de que são as janelas da alma é uma verdade modesta. Acho que são a porta mesmo.
Os olhos dizem tudo o que a mente não tem coragem de falar, delatam tudo o que se passa no coração. São incapazes de mentir, não conseguem simular a alegria sincera e nem a lágrima sentida. Muito indiscretos, escancaram as boas notícias brilhando como dois pequenos diamantes cristalinos.
    Para conversar realmente com alguém é imprescindível olhar diretamente nos olhos, de forma firme e profunda. Há que ter certa cautela, é verdade, pois é possível se perder em um olhar.
    Mais do que olhar, o não olhar também diz muito. Por exemplo, quando alguém vai lhe prestar um serviço e não consegue te encarar na hora de falar o valor e explicar o problema, pode dar o alerta laranja. Boa coisa não vai sair dali. Eu particularmente não confio em quem não olha nos olhos. Descaradamente prefiro quem não tem pudores de fixar seus olhos no meu. Não brevemente, mas demoradamente. O tempo todo, a conversa toda. Acho irresistível! Quando alguém me olha profundamente nos olhos, tenho a chance de fazer o mesmo e isto é absolutamente fascinante. Pode não ser sempre um deleite, mas jamais deixa de ser interessante. Se você tem a felicidade e a honra de cruzar o seu caminho com o de pessoas especiais, sabe que ali, em cada uma daquelas esferas cristalinas há uma mar de força e afeto prontos para te levar. Não resista! Deixe-se ir. Ou fique e deixe-se invadir por uma torrente de bons atributos. Emocione-se e perceba como você é privilegiado em vivenciar algo tão especial. Talvez não tivesse reparado até então que aquelas pessoas que você já via há algum tempo tivessem algo tão bonito e único para te oferecer. Aceite!
    Uma vez que se bebe o brilho dos olhos de alguém, passa a ser irresistível buscar este néctar em todos os olhares. Entenda que há muita coisa para ser vista e nem todas são doces. Um dia desses saí em uma procura ávida por olhos brilhantes e encontrei de tudo: aflição atrás de um sorriso, desinteresse total enquanto a boca dizia "tudo bem com você?", muita preocupação e ansiedade em resolver os problemas do mundo, também uma tristeza sem tamanho, um mar de escuridão e opacidade enquanto a boca dizia "estou ótima!". Não sei porque nos damos ao trabalho de dissimular se nosso olhos estão ali para quem quiser ler a verdade. É que no íntimo sabemos que não são todas as pessoas que gostam de sorver olhares. Então temos o alento de continuar nos enganado um tempinho mais.
    Comunicar-se com o olhar não é para todos. É preciso coragem e vulnerabilidade para deixar o seu olhar dizer, falar tudo sobre você. É preciso coragem e vulnerabilidade para adentar um olhar sem saber o que poderá encontrar. E como tudo na vida, o ganho vem na mesma proporção do risco.
    Para quem acha isso muito difícil, complicado ou abstrato sugiro esquecer tudo o que leu. Nem tente desvendar um olhar. Digo por experiência que é muito broxante mergulhar em um olhar que tenta ser o que não é. Deixe para lá. Vá se admirar com os olhares dos personagens de novela.
    Já os viciados em adrenalina, que gostam de fortes emoções e incontadas surpresas, podem ir fundo. Verão que Hopi Hari é o troquinho do pastel. Acredite e bom deleite!


Um comentário:

  1. "Amor, sem temor, olho o que eu olho me olhar (...) Nos seus olhos meus, me vejo no que vejo ali"
    (Lokua Kanza; Carlos Rennó. Mar e sol. Hoje. Trama, 2005).

    Não é fácil não...

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