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Minha nova teoria

    Há um assunto que costumo revisitar com certa frequência por aqui: como nos realcionamos com as diferenças entre as pessoas. Pois bem, após dias de cursos e mais cursos, muito aprendizado, muita admiração, muito compartilhamento, gente nova entrando, gente de casa se soltando, posso dizer que travei contato com vários tipos de pessoas, em ambientes diferentes e com propósitos diferentes. A referência de "aqui é bom" e "aqui não é bom" evidentemente é muito particular, mas creio que um pequeno ponto ficou muito nítido para mim. O que fez com que eu me sentisse totalmente integrada em um local e totalmente desintegrada em outro foi nada mais, nada menos do que o conjunto de valores dos que estavam ali. Depois que dá o "clique" parece bem óbvio, mas eu me deixei confundir por muito tempo por aspectos não essenciais. Explico: até certo ponto da vida eu tinha certeza que seria impossível estabelecer uma conversa agradável e desfrutar verdadeiramente da companhia de uma pessoa que não gostasse do mesmo estilo de música que eu, que não tivesse os mesmos hábitos alimentares que eu, que não tivesse a mesma admiração por Tarantino que eu tenho, que não tivesse os mesmos critérios de consumo e outros tantos itens da interminável lista de assuntos presentes na minha individualidade. Só que à medida em que busquei amadurecimento e auto conhecimento, pude entender também um pouco das outras pessoas. Como resultado fui afrouxando a tal lista, que ainda continuava um tanto longa e um tanto rígida. Foi então que me surpreendi ao me ver rindo de chorar, totalmente à vontade a acolhida em meio a um grupo que, aparentemente, não teria nada, mas nada a ver comigo. Em contrapartida também me vi como um saci que perdeu o chinelo em um grupo onde tinha certeza absoluta que encontraria muita identificação por compartilharmos um grande ponto de interesse. E foi com esta ironia tão aguda e repetida precisamente nos últimos dez dias que pude finalmente abrir os meus olhos para aspectos que vão além da casca, independente da sua espessura. E assim, retirando parte do meu preconceito pude ficar mais disponível para conhecer aquilo que não é igual ou semelhante a mim. Surpresa! Achei coisas bem interessantes. Não significa que eu vá adotá-las, mas é muito bom saber que existem. Seria a diferença entre olhar o mundo através do "olho mágico" e olhar o mesmo mundo com a porta aberta, onde além de ver mais é possível sair, entrar, deixar entrar, sentir cheiros, tocar e ver cores e luzes.
    Agora posso jogar fora aquela lista de itens que não querem dizer tanta coisa assim. Mas os valores, ah! Estes imperam vigorosos. Talvez num estágio mais evoluído eu entenda que isto também seja superficial (vai saber...), mas por enquanto ainda querem dizer muito na sinalização dos caminhos que quero seguir e dos lugares em que quero estar.


3 comentários:

  1. Cara Adriana, permita-me um pitaco na apresentação da luz da ciência da vida humana a você. No meu modesto modo de pensar a verdadeira magia esta ai mesmo, conseguir ver as diferenças e tentar entender como elas são, mesmo que estas diferenças sejam estranhas aos nossos olhos, acredito que com esta abertura do véu da realidade você pode iniciar vários estudos do conceito de “ser humano”, estudo este complicado e que passamos a vida inteira tentando chegar ao final sem a menor chance de conhecer o todo.
    De qualquer forma, acredito que compreender certas divergências ou diferenças seja uma parte importante de tudo o que nos é apresentado pela vida. Este proceder, de tentativa de entendimento das ações alheias, acredito ser a base para o entendimento de várias outras coisas, permitindo ao observador lançar estudos mais abrangentes sobre outros campos do conhecimento humano.
    Como diz um amigo meu “A verdade e a informação esta ai para que todos vejam, o que vai delimitar o que eu consigo ver é exatamente a abertura mental e psicológica que o observador tem”, partindo deste princípio, entendo que quanto mais pudermos abrir as nossas mentes para os vários campos do conhecimento humano mais seremos suscetíveis a identificar padrões diferenciados e que não estão disponíveis a uma gama maior de pessoas. Com isto a chance de entender melhor como o Universo funciona é maior e com este conhecimento podemos partir para a segunda ação que é a de direcionar este funcionamento a nosso favor.
    Como diz um outro amigo meu “nada ocorre por acaso” tudo tem uma razão de ser, se esta parte do véu se abriu a você, aproveite, tente, aposte, lucre com isto, talvez esteja ai a possibilidade de entender muitas outras coisas.
    Abraços. Anselmo

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  2. Adriana , a sua narrativa denota, no meu entender, um processo de amadurecimento.
    Você é hoje uma pessoa mais madura, diferente da que foi ontem, em que as diferenças constituiam barreiras intransponíveis.
    Pessoalmente, posso testemunhar que sou amiga e convivo assiduamente com um casal que, à primeira vista, nada tem a ver comigo. Repito, à primeira vista.
    Porém, numa análise mais profunda, é fácil verificar que as diferenças não passam de maneirismos cutâneos, pois o que nos une e aproxima, é algo muito profundo, os valores.

    Gostei do seu texto que prende delicadamente o leitor.
    Beijo da Nina

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  3. Adriana, querida, obrigada pelo seu doce comentário.
    beijo

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