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Aqui você encontra vários tipos de textos. São reflexões, introspecções, filosofadas e relatos, tudo sob a luz do mosaico. Desejo inspirar você com a mesma arte que me inspira.

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O que dá e o que não dá para aprender.

    Então chega o momento em que se deve encerrar a história de uma vida. História que não é somente de quem vai, é muito de quem fica. Não há o que fazer, não há o que dizer. Nada é capaz de remediar um momento tão sabido e tão misterioso ao mesmo tempo. Não há crença que evite a dor da falta, do buraco abismal que se forma abaixo dos pés. A fé fortalece no antes e torna possível o depois, mas nada evita o durante. Não há como suavizar a perda das referências e a sensação de estar num mundo que não é mais o mesmo.
    Nada ensina a lidar com o impacto que a despedida causará no peito. Nada resolve os olhares opacos, repletos de perguntas, esvaziados de tudo, inclusive de respostas. Nada ensina a velar o que foi a morada do ser amado. Ainda que tudo siga a ordem natural das coisas, ainda que seja esperado, ainda que seja inevitável, nada é capaz de amortecer a queda no desamparo.
    Quem já experimentou a maior sensação de impotência que se pode ter, revive sua chaga ao demonstar apoio a quem a experimenta pela primeira vez. Quem nunca passou por isso, encolhe na aflição, na angústia e na certeza de quem o seu momento também chegará. Sente-se o medo da incerteza de sobreviver à dor, de não se sentir capaz de reconstruir tudo o que acaba de desabar.
    Para o que não tem remédio, não há nada a fazer. Tudo o que pode ser feito, deve ser realizado antes para que, na confusão de sentimentos que fazem curvar as costas, ao menos não se carregue a culpa.
    Amar e ser amado é um assunto muito sério. Não o sério chato, o sério bom, muito bom, mas que requer atenção e cuidados diários. A chance de amar uma pessoa é uma só e tem data para acabar. O amor é eterno, mas aquele que o recebe, não. Por isso é bom não perder tempo e não se confundir no andamento da rotina, acreditando ter todo o tempo do mundo para arrumar depois o que não está bom agora. Se gosta, declare, abrace, beije, doe, esteja junto e retribua sempre, porque um dia a vida aqui acaba.


Um comentário:

  1. Adriana, aceita o meu abraço solidário. Nas tuas palavras encontrei identidade, mas também reabri uma chaga.
    Como tão bem dizes, nada a fazer a não ser seguir em frente.
    Que o teu percurso seja pacífico, amiga.

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