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Coragem para mudar - um compromisso de amor.

    Quando estou trabalhando, minha mente fica em ebulição. Como uma micareta, mas obviamente com muito mais charme, elegância e glamour. É o momento onde surgem novas idéias para novas peças ,  é quando vem a solução para uma questão que sugiu há dez dias, é quando reparo em algo em que eu nunca tinha posto a atenção, é quando sinto muito amor pela existência, é quando canto junto com o rádio sem ter pena de quem está trabalhando no térreo. Seria o equivalente do que ocorre com muitas pessoas quando estão no banheiro realizando a etapa final da sua digestão (com a diferença de que o meu produto final, neste caso, é mais bonito e não tem cheiro - espero!).
    Em um dia desses eu estava reparando na relação do indivíduo com o seu trabalho. Isto porque naquele instante eu havia sido recém invadida por um contentamento indescritível. No minuto seguinte lembrei de pessoas com as quais travei contato quando era secretária. Eram indivíduos que estavam ali para serem periciados como parte do processo trabalhista que moviam contra as empresas nas quais haviam trabalhado. Na maioria esmagadora das vezes tratava-se de pessoas com muita mágoa, uma mágoa generalizada, uma mágoa da vida, do mundo, de tudo. Se conheciam como vítimas e se mostravam completamente incapazes. Eu achava aquilo tudo muito triste, um desperdício. Elas eram realmente incapazes, não para o trabalho, mas para amar a si mesmas. Esquivavam-se de qualquer responsabilidade sobre a própria existência. Tudo que lhes sucedia era culpa do outro. Eram incapazes de perceber que o dinheiro de uma possível vitória judicial poderia comprar algum bem, mas jamais lhes traria a auto-estima de que realmente precisavam e que de fato poderia mudar suas vidas. Assim preferiam reclamar a efetuar uma mudança. Era ruim o trabalho, aquele lugar lhes deixava doente, mas não procuravam outro!  Estas pessoas permaneciam e padeciam. Faziam a escolha de não escolher. Era a única alternativa que conheciam.
    Acredito que todos temos um problema quase crônico de auto-valorização oriundo lá no ano de 1.500. Mas acredito também que todos sabemos no íntimo que o poder para a mudança está conosco. Contudo sucumbimos à falta de coragem e pensamos que a "segurança" da miséria de nossas almas vale mais do que  arriscar, tentar, melhorar e conseguir. Ou partimos para um oposto desequilibrado onde a necessidade de glorificar incessante e descabidamente nossos feitos  é  o  grito punjente para a auto-afirmação. É a esperança vã de que agindo assim, certamente alguém vai gostar de nós porque nós mesmos não conseguimos fazer isto.
     Então de repente me perguntei se os artesãos de 3.000 anos atrás que decoravam templos, ruas, balnerários e casas com Mosaicos tão sublimes também teriam este comportamento. Será que se sentiam usados e abusados? Será que nutriam uma raiva em relação a tudo o que estivesse onde eles gostariam de estar? Creio que a resposta seja não. Alguém que não se gosta, que não se aceita plenamente e que não entende que pode promover seu próprio bem-estar não é capaz de produzir algo tão belo e inebriante. É fato. A cultura oriental diz que aquilo que não existe dentro de você não poderá ser encotrado fora...é fato.
    Assumir responsabilidades traz crescimento. O crescimento traz maturidade e esta traz satisfação, prazer, contentamento. O medo de mudar não pode ser um obstáculo que nos impeça da trihar este caminho. Cada um pode ter seus próprios demônios, mas se cada indivíduo buscar a auto-superação, o mundo será, no mínimo, um lugar mais belo para se viver. É um compromisso de amor para consigo e com o próximo.

2 comentários:

  1. Olá Dri!

    Adorei a postagem, serve de lição para mim, com certeza! gostei desse mosaico também, muito lindo!

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  2. Que delícia o seu relato sobre o contentamento de se fazer o que se gosta. Nao pode haver bencao maior. E o resultado, como voce mesma disse, so pode reletir o que se passa aí dentro... está LINDO!
    Beijos!

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