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Na alegria e na tristeza.

    Pare para pensar e me diga se não é muito curioso que apenas para o casamento, apenas para esta categoria de relacionamento, exista uma série de juramentos e promessas. É necessária até uma certificação de que cada pessoa envolvida está ali porque quer. O que chama a minha atenção é que, apesar das particularidades, nossos relacionamentos, todos eles, têm uma mecânica básica comum, mas você não jura amor e respeito ao seu irmão, ou ser fiel aos seus pais e muito menos que manterá suas intenções em relação ao amigo até que a morte separe todo mundo. Acreditamos que nos relacionamentos familiares, de amizade e sociais de maneira geral, tudo já está implícito. No casamento não, tudo precisa ser dito antes. Curiosamente, naqueles primeiros dispensamos cuidados como dizer o que sente ao invés de esperar que outro adivinhe. O que não ocorre comumente nos matrimônios. Mas isso é filosofada para outro dia.
    Ocorre que não dizemos mais aquilo que é óbvio e estamos em tempos onde tudo precisa ser dito. Agimos de acordo com padrões que já não existem e por isso nossas relações andam meio capengas ultimamente. Tudo tente à superficialidade. Todos somos ótimos amigos e vivemos numa sintonia fina. Colecionamos fotos dos ótimos momentos que passamos juntos até que alguém fica na pior. Então cada uma vai para o seu lado. Um dia, dois se encontram e lembram do terceiro. "Tem notícias dele?", "Não, desde que ele teve aquele problema nunca mais me escreveu.". Caramba! É como se disséssemos "quando você não estiver mais com esta cara de #* pode me ligar. Enquanto isso não se atreva a tirar o brilho dos meus dias". Péssimo, não? Mas porque será que acreditamos que já temos problemas demais e não conseguimos lidar com mais um, ainda que este não esteja fincado na nossa pele? Olhando pelo lado oposto, porque sentimos dificuldade em compartilhar o que não vai bem, em pedir ajuda?
    Parece-me que perdemos nossa capacidade de agir, uma consequência do individualismo que vivenciamos cotidianamente. Assim, se alguém não fala literalmente que precisa de ajuda, nós também não oferecemos, afinal seria uma invasão do espaço do outro, da sua privacidade. Isto é muita cegueira de nossa parte. Aquele que precisa de apoio pode não ter pedido com palavras, mas se descabela desesperadamente em atos e gestos. Enquanto assistimos ao triste espetáculo pensamos veladamente "ainda bem que não é comigo". Do outro lado, por sua vez, há uma tentativa de se manter a fachada de perfeição. Hoje somos obrigados a ser felizes 100% do tempo. É uma vergonha, um atestado de incapacidade, de falta de sucesso não estar sempre alegre e bem disposto o tempo inteiro. Compramos uma ideia irreal e sofremos sozinhos e por mais tempo. Independente do lado em que estamos o fato é que não conseguimos deixar para trás este aspecto que empobrece nossas vidas, este comportamento equivocado de acreditar no que não existe e de sustentar valores que não são os nossos, ainda que o preço seja alto. Assim cultivamos o orgulho ruim, nos distanciamos uns dos outros e desenvolvemos uma dificuldade enorme para vivenciar relacionamentos.
    Eu não estou mais disposta a compactuar com esta prática e acredito que o assunto vale uma reflexão sincera e cuidadosa. Não quero mais amizades que só acontecem no mundo encantado. Desejo torná-las reais. Como? Dividindo. Uma conversa aberta com alguém do seu convívio pode te trazer mais benefício do que meses de análise. Ajudar, dispor do seu precioso tempo, em favor do amigo, ou do amigo do amigo, que precisa apenas de um apoio moral lhe trará uma esperança e uma confiança que nenhuma pilha de livros de auto-ajuda pode vender. Desejo relacionamentos cada vez mais reais e menos virtuais. Que a tecnologia venha somar e não substituir. Acredito que aprofundar e validar as relações com atitudes, ações, constrói bases e vínculos sólidos entre as pessoas. Creio que desta forma poderemos dizer que vivemos plenamente. A vida é muito boa e muito rica, porém para usufruir disto tudo devemos lidar com o pacote completo, com a alegria e a tristeza, a saúde e a doença, sem deixar de amar e respeitar em todos os dias de nossas vidas.

2 comentários:

  1. Driquíssima,
    - considerando que estas são as letras mais garrafais que temos -
    OBRIGADA PELA SUA AMIZADE REAL, POR DISPOR DO SEU PRECIOSO TEMPO PARA DIVIDIR COMIGO MEU PACOTE COMPLETO e por ter colocado uma estrelinha na minha coroinha de Santa Filomena ;-)
    Beijos
    Prel

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  2. Oi,Dri.

    Fazia muito tempo que eu não lia um texto que me tocou tão profundamente.

    Em função da carga absolutamente excessiva e diria até desumana de trabalho, ultimamente tenho pensado muito em "Vale a pena? Por que tudo isso? Por que tanta pressa? Cadê meus amigos? Cadê minha vida?"

    Seu texto me fez enxergar como ando egoísta e dona só do meu nariz....Obrigada por ser minha amiga e me fazer pensar em coisas tão profundas.

    Beijo no coração.

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