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Aqui você encontra vários tipos de textos. São reflexões, introspecções, filosofadas e relatos, tudo sob a luz do mosaico. Desejo inspirar você com a mesma arte que me inspira.

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2 em 1

    Sim, sim, sim! São dois deleites em uma única tacada. O quê? Você pergunta. Respondo: reutilização + mosaico. Dentre as atitudes sustentáveis acho a reutilização fascinante (a reciclagem já está no DNA; é como tomar banho ou escovar os dentes). Primeiro porque acredito que antigamente a maior parte das coisas tinha uma qualidade pensada para durar a vida toda, logo não faz sentido descartar algo deste tipo. Segundo porque acredito que o mundo não suporta mais o nível de consumo atual. Simplesmente não dá. Terceiro porque cutuca e mexe com a criatividade.
    Muito bem! Há uns 8 meses eu e Baltazar, meu fiel escudeiro, estávamos num desses bazares da pechincha que vendem de tudo e tudo usado, bem usado. Enquanto o Baltazar pechinchava um conjunto de LPs entitulado "Método mágico para aprender alemão" (oi???), eu vi uma mesinha de centro. Estava ali inteirinha, com seu tampo redondo, um pouco claudicante é fato, mas impecável. O preço pedido ali equivalia ao MDF de igual tamanho se eu fosse comprar para fazer um tampo de mesa. Não tivemos dúvida! Levamos a mesinha, o LPs que ensinam alemão (oi???) e um compacto da história da Chapéuzinho Vermelho narrada pelo Sílvio Santos (OI?!?!?!?!). 
    A idéia inicial era fazer uma mandala e no dia seguinte o desenho estava pronto. Obviamente, como acontece com tudo que é para a gente mesmo, coisas e mais coisas deixavam a mesinha para quando desse tempo. Nunca dava. Ela ficou por ali, ora atrapalhando, ora servindo de aparador para ondas de bagunça. Onda vai, onda vem, finalmente veio o momento de pensar sério na bichinha. A esta altura já tinha brochado totalmente da ideia de fazer uma mandala. Essa coisa de fazer florzinha para enfeitar vaso, peixinho para enfeitar banheiro e mandala no que é redondo às vezes me enche o saco. Somado à revolta "artística", Baltazar achou que uma mesinha quadrada nos serviria melhor afinal não tínhamos (após quase oito anos de cohabitação) uma mesa para o telefone. A idéia inicial, da mesa de centro redonda com mandala, foi por terra quando a mesa de pallet surgiu no final do ano passado. Como ela cumpre e muito bem a sua função só faltava mesmo a do telefone.
    Deste ponto em diante foi rápido. Baltazar sacou o tampo e cortou as laterais. Pensamos no motivo e , chazan!, meu cuspe caiu na testa. Telefone seria o tema para a mesa do telefone. É, serviu para eu calar a minha boca. Então esboça daqui, passa pra lá, começa a montagem, faz uns ajustes na idéia original, continua montando, monta tudo (ai, que lindo!) e rejunta. Acabamento de boate nas laterais e mais umas finalizações na parte de baixo. Não é porque ninguém vai olhar ali que precisa ficar com cara de bolo de aniversário pisoteado, concorda? Enfim, a belezinha está lá na sala exercendo sua nobre função de sustentar um telefone, um bloco de anotações e uma caneta que certamente não irá funcionar naquele momento crucial de se anotar um recado. Obviamente acho que ficou uma graça e o que mais gosto disto é que resgatamos um móvel ao qual demos não só uma nova vida, mas também a nossa cara. De quebra, se você for pensar lá atrás, ajudamos uma instituição quando adquirimos a mesa no bazar. Tomo mundo fiou feliz! Vamos às fotos?


    Este é o tampo com o motivo "original" escolhido por nós. O Baltazar tinha sugerido o logotipo da CTBC, mas achei corporativo demais, monocromático demais.











    E aqui à direita uma visão ampla da pequerrucha, toda faceira e ambientada. Tem um ar retrô, não tem?

    Eu sugiro que, quando você precisar de algo em casa, dê uma olhada nesses bazares pois vale a pena. Isto não é novidade alguma. Decoradores e designers já garimpam nestes lugares há tempos pois sabem que as peças antigas, além da boa qualidade, tem muito mais estilo. Para os que querem experimentar, aqui em São Bernardo costumamos ir nas lojas da Casa São Vicente de Paulo, cuja renda oriunda das vendas destina-se a ajudar nas despesa do Asilo mantido pela Sociedade São Vicente de Paulo, que abriga hoje 74 idosos. O endereço é Estrada dos Alvarengas, 999, Bairro Assunção. Há uma outra loja no bairro de Rudge Ramos, no largo São João Batista, atrás da igreja. Se quiser saber mais sobre a entidade acesse www.asilossvp.webnode.com.br

2 comentários:

  1. Adriana, ficou ótima, única, original, digna na sua vetusta idade, nobre, no objetivo final de defender o planeta. Que mais, em nome dos céus, se pode exigir a uma mesa?
    Sublinho o "lindo", a lindeza, a originalidade.
    Bravo, amiga.
    Beijos da Nina

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  2. Ótimo, pessoalmente, em tempos de “caçadores de relíquias” e outros programas correlatos em canais a cabo acho que o tema é pertinente e tem tudo a ver com a atualidade que vivenciamos. Aprendi a garimpar em locais como este com meu sogro que restaura peças antigas, realmente o trabalho fica lindo, a satisfação de ter retomado a utilização da peça é muito bom sem contar a certeza de ter auxiliado um bazar cuja renda normalmente é revertida para pessoas carentes de alguma forma. Achei a idéia muito boa, aprendi mais uma. Parabéns.

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