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Conexão interna.

    Esta semana recebi um e-mail, que até repassei para alguns de vocês, com fotos da escultura Pietá, de Michelangelo. Desta vez o fotógrafo obteve permissão para ficar "a sós" com a escultura e poder focalizá-la nos mais diversos ângulos e em closes exclusivos. É redundante dizer que o resultado deixa qualquer um boquiaberto, pois os detalhes são estarrecedores. A dramaticidade aumenta sempre que lembramos que toda aquela riqueza sutil nasceu do mármore.
    Após alguns momentos hipnotizada por veias, unhas, feridas, músculos e expressões faciais, notei que o mais chocante para mim era toda aquela arte ser produto de um homem, um ser mortal e falível como cada um de nós. Este fato é o mais incrível. Técnica somos todos capazes de alcançar com treino e dedicação obstinada, mas aquela escultura é muito mais do que isso. Ainda que fosse feita de barro nossa admiração se renderia inegavelmente pois ali há muito mais do que matéria-prima e trabalho, muito mais. O que nos comove é a cena como um todo, o sentimento visível e palpável com o qual nos identificamos tremendamente. A mistura de perplexidade e resignação perante a dor, não uma dor qualquer, mas a dor de ter o filho morto nos braços, nos captura empaticamente e sabemos que o que está ali representado é a verdade absoluta. Isto nos comove mais do que tudo.
    Para um mortal ser capaz de um feito como aquele, creio que deva ser menos humano e mais divino. Deva ser menos racional, cautelosamente menos emocional e muito mais intuicional. É preciso esta forma etérea de comunicação, de conexão, para traduzir toda nossa complexidade e deflagrar nossos mistérios. Talvez não sintamos a urgência de parir figuras apoteóticas a partir do mármore, mas temos o desejo incessante de sensibilizar nosso semelhante, de sermos compreendidos por ele e de compreendê-lo da mesma maneira. Tudo o que usamos até agora mostrou-se pouco eficaz. Talvez não saibamos utilizar nossas ferramentas. Talvez outras ferramentas sejam mais adequadas. Tudo o que precisamos já está em nós. Na realidade nada há de novo, mas há de esquecido. É chegado o momento de irmos além, de ultrapassarmos as limitações do corpo físico denso e atentarmos para nosso corpo sutil, de escutarmos a preterida "voz do coração", de aprendermos a perceber as falas de nossa intuição. Nossas dúvidas e nossos medos podem ser transmutados e sublimados pois já temos as respostas. Assim que conseguirmos emergir este aspecto de nossa inteligência conseguiremos também extravasar a Pietá que temos guardada. Nesta dia estaremos imersos em beleza, amor e compreensão.


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