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Até logo mais.

    Quando refletimos, meses atrás, sobre os ciclos da vida, chegamos a um consenso de que os mais difíceis são aqueles que envolvem separação. Mais difícil ainda quando esta separação é voluntária, escolhida. A sensação de que não se deve mexer em time que está ganhando cresce muito e nascem um milhão de "por quê". São tantas as indagações que se não colocarmos os pés no chão novamente, orbitamos eternamente o problema, sem pausa para avaliar as soluções. Quem vai tem razões muito fortes para fazê-lo e uma convicção de que vale a pena. Quem fica não tem tanta certeza e se pega repetindo frases de compreensão da boca para fora.
    O que acontece com quem fica é que instantaneamente percebe-se reavaliando a própria vida. "Será que eu também não deveria buscar uma mudança deste tamanho?", "Será que fiz as escolhas certas até aqui?", "Será que sou mesmo feliz na vida que levo?", "Será que seria corajoso o suficiente para fazer o mesmo?", "Será que quem vai é melhor do que quem fica?", será, será, será........É uma reflexão dolorida porque é imposta e porque tem parâmetros externos. Não é possível balizar a nossa vida em relação às escolhas do outro. Mas é difícil não ter uma sensação de que se ficou para trás, de que o gancho da história foi perdido e não se sabe onde. Quem fica pode sentir-se preterido afinal a vida lá longe deve ser muito melhor do que a vida ao meu lado.
    A cerejinha do bolo nas separações é que intimamente sabemos que o amanhã é incerto, há muitas coisas que não controlamos. Podemos planejar reencontros, mas não temos certeza se acontecerão realmente. Não sabemos se uma crise mundial trará a pessoa querida de volta antes do previsto ou se o sucesso a levará para outros cantos por mais e mais anos. Então cá estamos nós novamente tendo que lidar com um vazio, tendo que elaborar uma espécie de luto de pessoa viva. Ainda que  este tem uma vantagem: de quando em quando é possível ter notícias, saber as novidades e se está tudo bem. Não é isso que dizemos que nos basta? A felicidade do outro? Mentira! Queremos a nossa primeiro (isto nós só admitimos sozinhos, trancados no banheiro e com a luz apagada, não é?).
    Pois bem, quem fica vai reorganizar a vida para que os espaços vazios sejam menos percebidos. Vai reestruturar as emoções para que ainda exista paixão nos dias, para que o cotidiano valha a pena. Buscará novos convívios e novas afeições. Quem fica sabe que a qualquer momento outro alguém querido poderá dizer que está de partida e por isso não deixará nunca mais de expressar seu bem-querer, com palavras e gestos, a quem quer que seja. Que fica sente na pele que tudo muda de uma hora para outra e não vai mais gastar tempo com coisas mornas. Vai se cercar de pessoas que lhe fazem bem, que lhe estimulam e inspiram. Vai aproveitar o hoje porque nada sabe sobre o amanhã.
    Quem fica sabe que o amor viaja pelo vento e que pode ser enviado ou recebido a qualquer tempo. Quem fica sabe que o reencontro sempre acontece, apesar de não saber quando e onde. E relaxa pois se a afinidade que nos manteve próximos por aqui for verdadeira fará com que a separação seja esquecida no instante em que nos virmos novamente. Parecerá que nos encontramos na semana passada. Portanto, meus queridos, podem colocar a lasanha no forno e até mais!



2 comentários:

  1. Anselmo disse....
    A vida é um eterno caminhar
    Entre portas e encruzilhadas
    O nosso barco assentado a navegar
    Nestes caminhos encontramos moradas

    Períodos longos e curtos se confundem
    Impedindo que eles afundem
    Chegadas e despedidas são sentidas
    Deixando as pessoas alegres e aborrecidas

    E a vida vai seguindo o seu enredo
    Sem manter acobertado nenhum segredo
    E sempre a pergunta vem à mente
    O que seria a melhor semente?

    Ficar aguardando os acontecimentos
    Ou as idéias na cabeça em tormentos
    De tentar coisas distantes
    Maltratando os seus amantes

    Esta é uma luta sem conclusão
    Uma briga sem solução
    Agradar a todos sem o tormento
    Ou alçar vôo sem instrumento

    E assim ainda fico com o ditado
    Antes andar pelo caminho acidentado
    Do que ter sempre a amargura
    De não tentar a aventura

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