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Incríveis sorrisos.

    Quando levamos uma noiva até a igreja pela primeira vez, eu não fazia ideia de quão lindo pode ser um casamento visto por uma espécie de bastidor. Para mim a cerimônia era uma questão de cumprir rituais, etapas e protocolos coordenando uma série de prestadores de serviços e um batalhão de convidados. Sempre achei que quanto maior o evento, mais distante ele ficaria do seu motivo raiz. Já fui convidada em vários casamentos e duas vezes madrinha. Claro que são vivências distintas, contudo a situação de maior envolvimento não havia proporcionado para mim o ponto de vista possível de se ter quando se busca uma noiva no salão de beleza, leva até a igreja, da igreja leva para a festa e, por fim, leva da festa para casa.
    Uma noiva quando acaba de ficar pronta tem algo de sublime e etéreo. Irradia alegria e expectativa por um momento sonhado onde irá declarar diante de um público inebriado o quanto ama a pessoa escolhida. Se até horas antes ela esteve cansada e estressada por conta dos preparativos, neste curto espaço de tempo que antecede a cerimônia não é possível vislumbrar nada do que já passou. Há somente o contentamento do que está por vir.
    Depois de manobrar todos os panos do vestido para dentro do carro, seguimos com todo o cuidado até o destino. Pelo caminho há olhares curiosos. Impossível não notar uma noiva dentro de um carro. Crianças dão tchauzinho, mulheres esticam o pescoço, homens gritam o óbvio ("vai casar, hein?") e outros buzinam e desejam felicidades. São várias reações, mas ninguém consegue ficar indiferente.
    Uma vez que chegamos ao destino precisamos ficar escondidos, protegendo aquele tesouro branco de um desavisado olhar de noivo. É com a cerimônia iniciada que manobramos novamente aquela montanha de panos para fora do carro. Sob os olhares de um pai nervoso surge sua princesa. O nervosismo cede lugar a um olhar encantado, embasbacado que diz "você está linda!". Neste ponto a emoção é tanta, o amor é tão presente que é possível pegar seus pedacinhos pelo ar e guardar num potinho para mais tarde. Quando as portas se abrem há um mar de rostos sorridentes, há lágrimas discretas de felicidade e uma onda de afeto conduz pai e filha até o altar.
    Ao final da cerimônia, quando saem os padrinhos, os sorrisos são largos e espontâneos. Alguns se abraçam, outros se cumprimentam e todos se dão os parabéns como se eles próprios tivessem acabado de casar. Nós, mais uma vez manobramos tecido e mais tecido para dentro do carro novamente. A princesa agora é rainha e ao seu lado está uma pessoa imensamente feliz cujos olhos brilham como dois diamantes. Neste momento o mundo é só deles e nada mais importa. Qualquer coisa que se diga não é ouvida. Verdade mesmo! Já fiz o teste e alardeei as notícias mais absurdas. Nada era capaz de fazer um olhar emergir do outro. E os sorrisos! Muitos, infinitos, espontâneos, sinceros e transbordantes de um contentamento que só o próprio casal é capaz de descrever. É tanto amor que circunda aquelas pessoas que só de estar pertinho, é possível ficar apaixonado.
    Chegamos à festa e tudo será contagiado pela história daquelas duas pessoas que se encontraram, se acertaram e decidiram seguir seus caminhos lado a lado. Tudo é intensamente celebrado até que sobram aquelas mesmas pessoas. A gravata foi parar no bolso, o terno já está com a noiva que eventualmente calça outros sapatos. Tudo já está meio desmanchado, borrado e suado. Mas os sorrisos.......os sorrisos continuam lá da mesma forma que estavam desde o início.
    Agora já não há aquela preocupação de manobrar os panos do vestido com tanto zelo. O recém-marido é convocado para ajudar e o precioso traje é socado de qualquer jeito para dentro do carro. O melhor de tudo é que não há problema algum com isso. Seguimos para a nova casa. A alegria não acaba, pelo contrário, não para de transbordar. A nossa tarefa foi cumprida. Sentimo-nos honrados em participar de detalhes tão únicos e tão especiais. Depois de horas de celebração e festejos, meus olhos se enchem de lágrimas uma última vez vendo o casal se afastar, transpassar portões, entrar na sua nova vida e iniciar sua própria história.


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