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Além do tempo e do espaço.

    Quando as mudanças são muitas, constantes e tocantes mergulho no meu HD cerebral em busca de algum parâmetro. Preciso de uma informação que me guie e sustente nos novos caminhos que o mundo apresenta. Assim, após um certo período testemunhando uma série de partidas (parece que virou moda!), precisei encontar uma forma de lidar com isso. Algumas vezes é a morte, outras vezes é o trabalho ou, em menor proproção, simplesmente uma opção de vida. Amigos, parentes, professores, elfos se alternam na ausência. Umas são definitivas, outras são temporárias e calculadas. O fato é que cada um que parte deixa um buraquinho (por vezes um buracão!) e uma necessidade de readaptação.
    Nestas buscas lembrei de uma frase que repito e acredito: a vida não separa coisas que transcendem. Agora vejo que é preciso ir mais fundo neste significado. Se anteriormente ele residia na esperança do reencontro, hoje penso que ele sustenta a não separação. O que acontece é que precisamos ampliar a nossa forma de nos contactar com quem amamos e queremos ter ao lado. Quando o contato físico, do qual tanto necessitamos, se torna inviável devemos buscar outra ferramenta. Sim há recursos na internet que trazem alívio, mas isto ainda está na esfera física. Tenho para mim que precisamos praticar e expandir nossas habilidades mentais.
    Nossa mente é um instrumento poderosíssimo que muito pouco exploramos. Aquela história de que utilizamos apenas 8% de nossa capacidade cerebral traduz a forma como vemos o meio em que estamos. Se o que nos rodeia é denso, lidamos apenas com isso. Mas há todo um universo sutil à nossa volta e devemos passar a procurar nossas respostas ali.
    Esta semana assistia a um programa no Discovery sobre o prazer feminino. Cientistas do mundo todo expunham seus estudos e descobertas sobre o assunto em um enfoque fisiológico. Determinado cientista realizou uma tomografia de uma voluntária no momento do orgasmo para entender quais áreas do cérebro eram ativadas. Para quem está curioso, todo o cérebro foi solicitado, recebendo uma dose extra de oxigenação, o que é bastante saudável e desejado. Mas o que chamou minha atenção foi que a mesma heroína repetiu a façanha sem qualquer estímulo físico, ou seja, ela teve um orgasmo com o poder da sua mente. As imagens da tomografia de seu cérebro foram idênticas nas duas situações. E não sei o que o cientista fez depois disso, mas eu direcionaria tudo para o estudo desta força poderosa. A área da psicologia que estuda a psicossomatização já fala sobre isso, com enfoque na geração de doenças. Mas imagine o que a mente pode fazer para a cura!
    Além de influenciar nos estados físicos do próprio corpo estou certa de que podemos nos conectar com quem temos afinidade, independente de onde estejam. Para tanto é preciso treino, pois mentalizar requer concentração. Em tempos nos quais quase nada mais é da maneira como conhecíamos há um convite natural para o desenvolvimento de novas habilidades. Para mim trata-se do próximo estágio de nossa caminhada evolutiva e quem sabe não subimos aquela estatística para 9%? Com um pouco mais de tempo e esforço poderemos deixar Einstein no chinelo. Vale ampliar os horizontes para isso.


5 comentários:

  1. Por incrível que pareça também assisti a este programa e pude concluir que podemos realizar muitas coisas com o poder mental, como acredito que as pessoas só conseguem chegar a estas conclusões quando estão prontas para isto, acho que a humanidade esta passando por transformações mesmo, me rendo àqueles papos da Era de Aquário e coisas do tipo, acho que cada vez mais é necessário o estimulo das partes ainda encobertas do nosso cérebro para que possamos dar mais um passo a frente. Lembremos que estas praticas não são coisas novas, as tentativas vem desde Paracelso, Copérnico e outros até os dias de hoje. Assim, acredito que a Alquimia desde o Egito Antigo tem se mostrado um meio eficaz de transmutar o que é inferior em nobre, se é que me faço entender.

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  2. Adriana, eu sei que é pequenino, que é redutor da mensagem do seu texto, mas, eu, pequenina, li e reli, a possibilidade do orgasmo sem contacto físico. INTERESSANTE!!!
    Já viu ao que essa possibilidade nos poderia levar?
    Oh! ideia mais sedutora!

    No livro O Admirável mundo Novo de Aldous Huxley, mais tarde parodiado por Woody Hallen, o orgasmo era servido à la carte, como quem retira um café utilizando uma moeda, asséptico, sem toques, sem beijos, sem parceiro.

    Acho que concentrei a minha atenção neste parágrafo porque me assustei com os outros, com o terrível tema das perdas. Com esse, não sei lidar, fico a perder para sempre, desconsolada, inconformada, orfã.

    A hipótese de desenvolver as incomensuráveis potencialidades do cérebro, sinceramente, não me convence. Parece-me demasiado ficcional, mas quem sou eu para questionar?
    Como sempre, ler o teu texto, para além do desafio foi um imenso prazer.
    Obrigada, por partilhares.
    Beijo da Nina

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  3. Adriana, é bom ter dedo verde, não é?
    Beijo da Nina

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  4. É, de facto, extraordinário.
    Bom fim de semana.

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  5. Adriana, querida, obrigada pelo teu comentário que muito me toca.
    Não encontrei o inglês, ainda, mas vou encontrar e, garanto, vamos trocar figurinhas.
    Sei que tenho esse estranho poder de me aproximar das pessoas.
    Brevemente pretendo narrar alguns episódios surpreendentes.
    Beijo da Nina

    P.s. Essa peça em vidro, tipo vitral, com que finalizas o teu post, é da tua autoria?
    É uma beleza.

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