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"Orsoni in Brasile"

    Não sei qual é o problema da humanidade que se mete a fazer coisas que não pertecem à sua natureza. Este questionamento é bem tardio, mas o que temos na cabeça em querer voar? Achando que isto está mesmo errado embarcamos, Baltazar e eu, rumo à Curitiba, com a cobra pendurada no ombro. Apesar de ainda não entender como um mamute de metal consegue se manter no ar, devo confessar que a oportunidade de vislumbrar as cidades do alto é mesmo um barato. São Paulo vista de cima é menos sufocante, mas ainda é problemática. Seus inúmeros edifícios, débeis pinos patéticos enfincados no solo, brotam nas manchas sem cor de construções diversas. Os contrastes já sabidos, do alto são irrefutáveis. Quanto mais disforme, morta e purulenta é a mancha, mais desfavorecidas são as pessoas que ocupam aquele espaço. A áreas que preservam alguma harmonia são menos densamente ocupadas. Mas quanto mais se sobe, menos visível é esta separação. Então toda a cidade fugura como uma grande ferida infeccionada, cortada por rios de água negra. Paulatinamente esta doença de pele chamada metrópole fica para trás e a Terra mostra pedaços ainda intocados, salvos do nosso crescimento, que acariciam os olhos com suas formas e cores. Até que novas feridas começam a aparecer novamente. Não tão graves como antes, mas ainda assim feridas.
    Nunca havia visitado Curitiba e achei tudo amplo, espaçoso, organizado e limpo. Há casas, meu Deus, muitas casas ainda! Lindas, charmosas, remetendo impecáveis à época em que foram construídas. Visitamos um parque próximo à nossa hospedagem. Precsio calibrar minha mira pois a atração do lugar eram diversas espécies de aves enjauladas. Pois é. Entretando ali, muito diferente do que vimos no parque Estoril de São Bernardo, percebia-se um cuidado efetivo com aqueles animais. Poderia dizer que estavam sadios dentro da possibilidade de saúde que se espera em animais confinados. Enfim...andamos pela parte histórica que também é encantadora. Acho que aquele é o nível de preservação e cuidado que se tenta dar ao centro histórico de São Paulo, indecentemente belo, apesar de degradado. No geral tivemos um impressão muito, muito boa do pouco que vimos.
    A seguir mergulhamos naquilo que nos levou até Curitiba, a mostra "Orsoni in Brasile - 2011". E aqui segue o meu relato, parcial e apaixonado. Foi muito, mas muito bom! Foi de encher os olhos ver os trabalhos das demais alunas que até então só tinha apreciado prontos em fotos. Ao vivo ele têm uma força que emociona. É a mistura da força do material com o âmago de cada artista. Foi muito bacana conhecer as artistas de Curitiba. Foi demais reencontrar as colegas de São Paulo, com sua energia pulsante e uma animação que não acaba mais. Tive meu momento tiete ao conhecer pessoalmente a Carmem Leal, de quem já falei aqui no texto "Carinho via Sedex". Só posso dizer que abasteci minha alma! Eu a admirava à distância, seguindo a evolução do seu trabalho pela internet. Vê-la, tocá-la, sentí-la e então conversar até a garganta apitar de tão seca foi tão bom quanto sentir que a conhecia há muito tempo, que a havia visto semana passada e que a verei novamente na semana que vem. Conheça o trabalho dela em www.ymaguaremosaicos.blogspot.com


Nos encontramos sob a vigilânia atenta da cobra...











...e exaltamos o que mais gostamos de fazer, numa reverência à obra da Carmem, a precisa releitura da pintura de Aldemir Martins. 


    Abaixo, o lugar que tão bem nos acolheu: o ateliê Ghellere Mosaicos, da incansável e realizadora Renata Ghellere.



    Nossos trabalhos continuam em exposição por duas semanas mais. Vale a pena conferir! O endereço do ateliê é Rua Visconde do Rio Branco, 449, Mercês, Curitiba.








    E a bela foto que encerrou o encontro: as Orsonistas de São Paulo com suas obras.






    Veja as fotos de todos os quadros expostos na página da Ghellere Mosaicos no Facebook.

    Depois de dias tão intensos, sinto-me encantada pelo caminho a percorrer, sabendo que o melhor está por vir.

    Presente do Baltazar para eu continuar dando cor e forma aos meus sonhos (ouro azul, acredita?)

4 comentários:

  1. Muito bacana esse seu encontro com tantas coleas de Smalti em Curitiba, esta bela cidade. E esse Baltazar é um cara batuta mesmo!

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    1. O Baltazar é dez! Sempre de bem com a vida, muito bem humorado, conversador e tirador de sarro. Você deveria conhecê-lo!

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  2. Cara Adriana, parabéns pelo seu empenho e por seu trabalho, isto demonstra que você esta no caminho certo que será sempre profícuo e lhe trará sempre bons frutos.

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    1. Obrigada! Veja só: fui ao dicionário e descobri que profícuo significa vantajoso. Aprendi mais uma hoje! Valeu!

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