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Você está à venda ou prefere comprar alguém?

    Na minha breve aula na academia, ouvia a professora contar um episódio ocorrido no seu outro emprego no qual uma menina de seis anos, ao ser repreendida, confrontou-a perguntando se sabia que ela (a aluna) é quem pagava o seu (da professora) salário. Uma colega de horário, que é professora da rede estadual, começou então a descrever algumas das inúmeras vezes em que ouviu isso. Além do choque em imaginar o que aquela menina de seis anos dirá aos vinte quando for contrariada, percebi que para que fale algo tão rude com tamanha segurança é porque certamente vive em um meio onde esta linha de pensamento não só é admissível com é ostentada com uma espécie de orgulho. Perceba que aí estão dois conceitos sociais importantes. O primeiro é o de acreditar que uma pessoa é melhor do que a outra porque a segunda lhe presta um serviço. O outro conceito é o de acreditar que todos estão a venda, logo se eu contrato o seu serviço você deverá fazer o que eu quiser, ainda que vá contra o serviço contratado.
    Que balde de água fria na minha frágil esperança na salvação da humanidade. Já discutimos bastante esta tendência que temos de nos sentir melhores do que alguns. Fiquemos com a versão mais romântica, onde este comportamento, tristemente equivocado, resulte de nosso desejo de nos sentirmos especiais, não em termos absolutos, mas em termos relativos. Então, mergulhando de cabeça neste romantismo, digo que ainda me recuso a crer que um seja melhor do que outro. Podemos estar em estágios diferentes de evolução, mas temos todos, sem exceção, o potencial e o poder necessários para seguir numa boa direção. O que é bom? Todos nós sabemos. Intimamente, intuitivamente temos esta resposta. Quem nutre em uma criança um sentimento de desrespeito e segregação cria para seu filho um mundo de desrespeito e segregação. Que espécie de amor paternal é este? Sentimos muito, mas não serão aceitas reclamações posteriores de que o mundo é mau, feio e bobo. Não tem como. Perceba que estamos em tempos de modificar sutilmente aquela conversa de "preparar os filhos para o mundo". Que tal "preparar o mundo para os filhos?". Suponho que talvez seja menos angustiante, afinal você sai da condição de receptor impotente (o mundo é assim mesmo, fazer o quê...) para o papel de solucionador, de criador. É muito poder que temos, não acha? Experimente usá-lo. A sensação é inebriante e você perceberá que altruísmo não existe. O fato é que dá um prazer lascado fazer coisas certas, humanas, no sentido primordial do termo. Só não muda de time aquele que é um reclamador crônico. Aí o problema é outro e um pouco mais embaixo.
    Já a história de pensar que tudo se resume a dinheiro é pelo menos nauseante. Este comportamento doentio de achar que se pode violentar os princípios, os valores de alguém, em troca de papel moeda ou qualquer outro benefício é uma declaração em alto e bom som de que ali, tanto para quem oferece como para quem aceita,  não há sequer o cheiro de uma vida que valha a pena. Sim, até os dinossauros já sabiam que aquilo que faz o mundo girar, que faz com que você levante todos os dias e se sinta estimulado a ser uma pessoa melhor, a superar obstáculos com mais equilíbrio, a amar mais e a permitir-se ser amado não está a venda em nenhuma loja. É muito curioso como somos capazes de nos esquecer destes conceitos tão básicos e tão óbvios que facilitam em muito não só nossa existência, mas também a convivência. Como temos este aspecto "capenga" de precisar reaprender velhas lições todos os dias, vamos lá: olhe para aquele que está ao seu lado como se olhasse para você mesmo. Ele não é seu inimigo. Ele pode ser um amigo em potencial. O que pode nascer dali, tem a probabilidade de durar por toda a eternidade e os benefícios, para ambos, não haverá o que pague. Sim, eu sei que você já sabia disso, afinal muito antes de mim e de tantos outros o cartão de crédito já falou o mesmo de várias formas. Todas bem fáceis de entender. E então, vamos praticar? Todos os dias?


Um comentário:

  1. Lindos trabalhos amiga!!!Este relato muito profundo e verdadeiro,abraçosss.

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