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Qual é o seu maior pecado?

    Na semana passada eu lia o blog do Alexandre Gomes, locutor da Kiss FM, sobre os sete pecados capitais. Ele elegia o orgulho como o pior de todos. Exemplificou com um relato próprio onde não aceitou o pedido de desculpas de um ex-patrão, e desperdiçou a oportunidade de voltar a um bom emprego. Ele dizia que por orgulho hoje não gozava de uma situação profissional melhor. Não acho que seja possível prever o passado com tamanha exatidão, ainda mais porque o considero um exelente locutor, mas fiquei absorta neste assunto.
Durante muito tempo, nas tentativas de entender pecado, acreditava que poderia encontrar a definição em qualquer ato que prejudique outra pessoa e por um longo período isto me serviu. Mas de uns anos para cá entendo que pecado é algo mais específico e acredito que seja qualquer ato que prejudique a si mesmo. Nós somos os maiores perdedores quando nos deixamos levar. Se o orgulho é o pior de todos, não sei. Reconheço que suas consequências são realmente nefastas. Quantas injustiças foram perpetuadas por alguém que, por orgulho, não foi capaz de assumir o próprio erro. E quantas mágoas ficaram cravadas em diversos peitos pela falta de um pedido de desculpas? Contudo nos últimos três anos tenho pensado que a preguiça é que é o fim da picada. Vai contra o sentido de nossa existência. Comecei a pensar assim quando minha sogra sofreu uma infecção generalizada muito, muito grave. Depois de voltar do coma ela não tinha mais movimento algum no corpo e não conseguia falar devido à traqueostomia que sofrera. Ela estava encarcerada no próprio corpo. Via e ouvia tudo mas não conseguia se comunicar. Naqueles dias vi a definição de angústia nos seus olhos.
    Com o tratamento, havia o prognóstico de que recuperasse suas funções. Eu ficava me imaginando no lugar dela. Aos 72 anos teve que reunir força, determinação e coragem não sei de onde para enfrentar longos e doloridos meses de fisioterapia e fonoterapia com o objetivo de viver e passar mais um tempo junto daqueles que ama. Enquanto ela estava totalmente dependente e incapaz, mas lutando com todas as forças, eu sentia preguiça de colocar a roupa na máquina de lavar. Senti-me o pior ser do planeta. Pude ter a noção exata da minha futilidade, da minha falta de maturidade e do meu desamor. Senti muita vergonha. Se acontecimentos extremos têm um propósito, aquele significou um ponto de virada para mim. Assumi um compromisso de jamais deixar de fazer alguma coisa, qualquer coisa, por sentir preguiça. Sabe o famoso "ah, não, está muito calor/ frio/ cedo/ tarde/ úmido/ seco/ cheio/ vazio/ etc. para fazer isso"? Não existe mais. Não admito. É um despautério. É como se Deus te desse uma Ferrari para que você corra e salve a humanidade. Mas tem que subir cem degraus para buscar a chave. Então você, por preguiça, vai de Gurgel mesmo porque a chave está ali do lado e, obviamente, a humanidade se extingue. É um desperdício tremendo. Desperdício de tempo, de conteúdo, de capacidade e de vida. Tudo isso é muito valioso para ser utilizado de forma leviana. É um pecado não utilizar adequadamente o que lhe é dado e quem perde é você. Quem vai ter que lidar com as consequências será você e não adianta reclamar depois.
    Claro que não estamos sozinhos. Somos seres sociais e, portanto, vivemos em coletividade. Assim quando você se prejudica afeta quem está ao seu lado. É assim que a consequência do seu pecado chega ao outro. Então no fim tudo se resume a falta de amor.  Você não se gosta e muito menos de quem vive ao seu redor. Pecado é falta de amor. Esta definição é do meu pai e eu precisei viver um punhado de coisas para entender de maneira ampla e profunda seu significado. E você, o que entende por pecado?


Um comentário:

  1. Glup. Seu tapa, quer dizer, seu post, foi um convite a um belo exame de consciência.
    E aposto que sem dar bola para a preguiça minha semana será muito mais fácil.

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